Processar Companhia Aérea: Guia Completo com Prazos, Valores e Passo a Passo [2026]
Sim, é possível processar uma companhia aérea por atraso de voo, cancelamento, overbooking ou extravio de bagagem. O passageiro pode ingressar com ação no Juizado Especial (causas de até 40 salários mínimos, sem necessidade de advogado) ou na Justiça Comum (para valores maiores). O prazo prescricional é de 5 anos para voos nacionais (CDC, art. 27) e 2 anos para voos internacionais (Convenção de Montreal). As indenizações por danos morais variam entre R$ 3.000 e R$ 30.000, dependendo da gravidade do caso.
Neste guia, explicamos detalhadamente como funciona o processo contra uma companhia aérea, quais são os motivos mais comuns, os documentos necessários, os valores de indenização praticados pela jurisprudência e como buscar seus direitos como passageiro aéreo. Confira também as implicações da recente suspensão de processos pelo STF.

Como processar uma companhia aérea: passo a passo
O processo judicial contra uma companhia aérea segue etapas bem definidas. Conhecer cada fase ajuda o passageiro a se preparar adequadamente e aumentar as chances de obter uma indenização justa. Abaixo, apresentamos o passo a passo completo para ingressar com a ação.
Reúna as provas e documentos
O primeiro passo é organizar toda a documentação que comprove o problema enfrentado. Isso inclui bilhetes aéreos, cartões de embarque, e-mails de confirmação, comprovantes de despesas extras (alimentação, hospedagem, transporte alternativo) e registros de comunicação com a companhia aérea. Se houve atraso de voo, registre os horários reais de embarque e desembarque. Em caso de extravio de bagagem, guarde o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB) emitido no aeroporto.
Tente a resolução extrajudicial
Antes de processar, é recomendável tentar resolver o problema diretamente com a companhia aérea, por meio do SAC ou da ouvidoria. Registre também uma reclamação no consumidor.gov.br, plataforma oficial do governo federal, e no Procon do seu estado. Essas tentativas servem como prova de boa-fé e de que a empresa se recusou a resolver a questão amigavelmente.
Escolha o foro adequado
O passageiro pode escolher entre o Juizado Especial Cível (JEC) e a Justiça Comum. No Juizado Especial, as causas são limitadas a 40 salários mínimos (cerca de R$ 60.720 em 2026) e o procedimento é mais rápido, geralmente durando de 3 a 8 meses. Para causas até 20 salários mínimos, não é obrigatória a presença de advogado. Na Justiça Comum, não há limite de valor, mas o processo costuma ser mais demorado (1 a 3 anos) e exige advogado especialista em direito do consumidor.
Ingresse com a ação judicial
Com os documentos reunidos e o foro escolhido, o próximo passo é protocolar a petição inicial. No Juizado Especial, o processo pode ser iniciado presencialmente no fórum ou de forma eletrônica. A petição deve descrever os fatos, indicar os danos sofridos (materiais e morais) e apresentar o pedido de indenização com o valor pretendido.
Audiência de conciliação e julgamento
Após a distribuição da ação, o juiz agenda uma audiência de conciliação. Nessa fase, muitas companhias aéreas apresentam propostas de acordo. Se não houver acordo, o processo segue para audiência de instrução e julgamento, onde provas são produzidas e testemunhas podem ser ouvidas. O juiz então profere a sentença.
Motivos para processar companhia aérea
Existem diversas situações que podem gerar o direito de ingressar com uma ação judicial contra a companhia aérea. Os motivos mais comuns estão protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), pela Resolução ANAC 400/2016 e, no caso de voos internacionais, pela Convenção de Montreal.
| Situação | Direito do Passageiro | Base Legal | Indenização Estimada |
|---|---|---|---|
| Atraso de voo superior a 4 horas | Reacomodação, reembolso ou execução por outro meio + assistência material | Resolução ANAC 400/2016, art. 21; CDC, art. 14 | R$ 3.000 a R$ 15.000 (danos morais) |
| Cancelamento de voo | Reembolso integral, reacomodação ou execução + assistência material | ANAC 400/2016, art. 21; CDC, art. 14 e 20 | R$ 5.000 a R$ 20.000 |
| Overbooking (preterição) | Compensação imediata + reacomodação ou reembolso + assistência | ANAC 400/2016, art. 24; CDC, art. 35 | R$ 5.000 a R$ 25.000 |
| Extravio de bagagem | Indenização pelos bens perdidos + danos morais | Convenção de Montreal (1.288 DES); CDC, art. 14 | R$ 3.000 a R$ 15.000 + danos materiais |
| Dano ou violação de bagagem | Reparo ou indenização do valor da mala + conteúdo | ANAC 400/2016; CDC, art. 18 | R$ 2.000 a R$ 10.000 |
| Falta de assistência material | Alimentação, comunicação, hospedagem conforme tempo de espera | ANAC 400/2016, arts. 26-28 | Agrava danos morais |
| Downgrade involuntário | Reembolso da diferença + indenização por danos morais | ANAC 400/2016; CDC, art. 35 | R$ 3.000 a R$ 10.000 |
| Impedimento indevido de embarque | Reacomodação + indenização por danos morais e materiais | CDC, art. 14; CC, art. 186 | R$ 5.000 a R$ 20.000 |
Cada situação deve ser analisada individualmente, considerando a gravidade do dano, o tempo de espera, a assistência (ou falta dela) prestada pela companhia aérea e o impacto na vida pessoal e profissional do passageiro. Saiba mais sobre o que fazer quando o voo é cancelado.
Processar companhia aérea por atraso de voo
O atraso de voo é a causa mais frequente de ações judiciais contra companhias aéreas no Brasil. A Resolução ANAC 400/2016 estabelece que, a partir de 1 hora de atraso, a companhia deve oferecer facilidades de comunicação. Com 2 horas, alimentação. Com 4 horas ou mais, hospedagem e transporte, além das opções de reacomodação, reembolso ou execução por outro meio de transporte.
Quando o atraso é superior a 4 horas — ou quando a companhia não cumpre o dever de assistência material —, o passageiro tem direito a indenização por atraso de voo. A jurisprudência brasileira tem concedido indenizações por danos morais que variam entre R$ 3.000 e R$ 15.000, dependendo do caso. Atrasos muito longos (acima de 12 horas) ou que causem a perda de compromissos importantes (reuniões, eventos, conexões internacionais) tendem a gerar indenizações maiores.

Processar companhia aérea por cancelamento de voo
O cancelamento de voo gera direitos semelhantes aos do atraso, porém com agravantes. Quando a companhia cancela o voo sem aviso prévio de pelo menos 72 horas, ou quando não oferece alternativas satisfatórias de reacomodação, o passageiro pode pleitear indenização por danos morais e materiais.
Em voos nacionais, aplica-se o Código de Defesa do Consumidor e a Resolução ANAC 400/2016. Já nos voos internacionais cancelados, a Convenção de Montreal estabelece limites indenizatórios, embora a jurisprudência brasileira frequentemente aplique o CDC por ser mais favorável ao consumidor (Tema 210, STJ). A indenização média por cancelamento varia entre R$ 5.000 e R$ 20.000.
Importante: o passageiro que recebe voucher da companhia aérea não é obrigado a aceitá-lo. A aceitação do voucher sem ressalvas pode limitar o direito a indenizações adicionais, por isso é fundamental avaliar se o valor oferecido é justo antes de aceitar qualquer proposta.
Processar companhia aérea por overbooking
O overbooking (ou preterição de embarque) ocorre quando a companhia aérea vende mais assentos do que a capacidade da aeronave. Nessa situação, o passageiro é impedido de embarcar mesmo possuindo bilhete válido e tendo feito check-in no prazo.
A Resolução ANAC 400/2016 determina que, em caso de overbooking, a companhia deve primeiro procurar voluntários que aceitem ser reacomodados em troca de compensação. Se não houver voluntários suficientes, os passageiros preteridos involuntariamente têm direito a compensação financeira imediata (paga no aeroporto), além de reacomodação, reembolso integral e assistência material.
As indenizações judiciais por overbooking costumam ser mais elevadas do que por atraso, justamente porque o passageiro é ativamente impedido de viajar. Valores de R$ 5.000 a R$ 25.000 por danos morais são frequentes na jurisprudência.
Processar companhia aérea por extravio de bagagem
O extravio de bagagem é outra situação que gera direito a indenização. Ao constatar o extravio, o passageiro deve registrar o Relatório de Irregularidade de Bagagem (RIB) no balcão da companhia aérea, ainda no aeroporto. O RIB é o documento fundamental para qualquer reclamação posterior.
Em voos nacionais, a ANAC determina que a companhia tem até 7 dias para devolver a bagagem. Em voos internacionais, o prazo é de 21 dias. Se a bagagem não for localizada dentro desse prazo, considera-se extravio definitivo e o passageiro tem direito a indenização integral. Para extravio em voos internacionais, a Convenção de Montreal limita a indenização a 1.288 Direitos Especiais de Saque (DES), o que equivale a aproximadamente R$ 9.500 (valores de 2026). Porém, comprovando danos superiores, é possível pleitear valores maiores com base no CDC.
Valores de indenização em ações contra companhias aéreas
Os valores de indenização variam conforme o tipo de problema, a gravidade da situação e a jurisprudência do tribunal competente. Abaixo, apresentamos uma tabela com os valores médios praticados nos tribunais brasileiros em 2025/2026.
| Situação | Danos Materiais | Danos Morais (média) | Jurisprudência de referência |
|---|---|---|---|
| Atraso 4-8 horas | Despesas comprovadas | R$ 3.000 a R$ 8.000 | TJ-SP, TJ-RJ, JECs |
| Atraso superior a 12 horas | Despesas + lucros cessantes | R$ 8.000 a R$ 15.000 | TJ-SP, TJ-MG, STJ |
| Cancelamento sem aviso prévio | Reembolso + despesas extras | R$ 5.000 a R$ 20.000 | TJ-SP, TJ-RJ, TJ-RS |
| Overbooking | Despesas + diárias | R$ 5.000 a R$ 25.000 | TJ-SP, TJ-RJ, STJ |
| Extravio definitivo de bagagem | Valor dos bens perdidos | R$ 5.000 a R$ 15.000 | TJ-SP, STJ (Tema 210) |
| Extravio temporário + falta de assistência | Compras emergenciais | R$ 3.000 a R$ 10.000 | TJ-SP, TJ-RJ |
| Cancelamento + perda de compromisso | Despesas + lucros cessantes | R$ 10.000 a R$ 30.000 | TJ-SP, STJ |
Os danos materiais incluem todas as despesas comprovadas: alimentação, hospedagem, transporte alternativo, compras de emergência (roupas, itens de higiene), perda de diárias de hotel e passeios pré-pagos. Os danos morais são fixados pelo juiz com base no impacto emocional e nos transtornos causados. Conheça exemplos de casos de indenização contra companhias aéreas para entender melhor os valores praticados.

Como processar companhia aérea internacional
O processo contra uma companhia aérea internacional segue, em regra, o mesmo procedimento dos voos nacionais quando o passageiro é brasileiro e o problema ocorreu em território nacional, ou quando o contrato de transporte foi celebrado no Brasil.
A principal diferença está na legislação aplicável. Em voos internacionais, a Convenção de Montreal (Decreto 5.910/2006) estabelece limites de responsabilidade. Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que o CDC prevalece sobre as convenções internacionais quando for mais favorável ao consumidor brasileiro (REsp 1.842.066/RS, Tema 210). Isso significa que, na prática, os tribunais brasileiros frequentemente aplicam o CDC mesmo em voos internacionais, garantindo indenizações superiores aos limites da Convenção de Montreal.
Para processar companhia aérea internacional, o passageiro pode ingressar com a ação no Brasil, no foro de seu domicílio (CDC, art. 101, I). Documentos em língua estrangeira devem ser traduzidos por tradutor juramentado. Se o problema ocorreu exclusivamente no exterior e a companhia não opera no Brasil, o processo pode ser mais complexo e exigir advogado especializado em direito do consumidor.
Suspensão de processos contra companhias aéreas pelo STF
Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão nacional de todas as ações judiciais que discutem a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em casos de atraso e cancelamento de voos. A decisão ocorreu no âmbito do Tema 1.240 da repercussão geral (ARE 1.326.847).
O STF está decidindo se as convenções internacionais de aviação (Convenção de Varsóvia e Convenção de Montreal) devem prevalecer sobre o CDC na fixação de indenizações por danos morais em casos de transporte aéreo internacional. Enquanto o julgamento não é concluído, milhares de processos estão suspensos em todo o Brasil. Saiba mais em nosso artigo sobre a suspensão de ações sobre voos no STF e as implicações para o direito de cancelamento de voo.
O que isso significa para o passageiro?
A suspensão atinge apenas processos sobre voos internacionais nos quais se discute a aplicação do CDC versus convenções internacionais. Processos sobre voos nacionais não são diretamente afetados. Além disso, ações que tratam exclusivamente de falha na prestação do serviço (como falta de assistência material) podem continuar tramitando normalmente. É fundamental consultar um advogado para avaliar se o seu caso específico está ou não abrangido pela suspensão.
Prazo para processar companhia aérea
O prazo para ingressar com ação judicial contra uma companhia aérea depende da natureza do voo e da legislação aplicável:
| Tipo de Ação | Juizado Especial | Justiça Comum | Prazo Prescricional |
|---|---|---|---|
| Voo nacional (CDC) | 3 a 8 meses | 1 a 3 anos | 5 anos (CDC, art. 27) |
| Voo internacional (CDC) | 3 a 8 meses | 1 a 3 anos | 5 anos (CDC, art. 27) — STJ Tema 210 |
| Voo internacional (Montreal) | Não aplicável | 1 a 3 anos | 2 anos (Convenção de Montreal, art. 35) |
| Extravio de bagagem (nacional) | 3 a 8 meses | 1 a 3 anos | 5 anos (CDC, art. 27) |
| Extravio de bagagem (internacional) | 3 a 8 meses | 1 a 3 anos | 2 anos (Montreal) ou 5 anos (CDC — se aplicável) |
A contagem do prazo começa a partir da data do evento (atraso, cancelamento, extravio). É importante não deixar o prazo vencer, pois após a prescrição o passageiro perde o direito de processar. Por esse motivo, recomenda-se buscar orientação jurídica o quanto antes.
Documentos necessários para processar companhia aérea
A organização da documentação é essencial para o sucesso da ação judicial. Quanto mais provas o passageiro tiver, maiores são as chances de obter uma indenização justa. Veja quais documentos são necessários para cada situação:
| Documento | Por que é necessário | Como obter |
|---|---|---|
| Bilhete aéreo / e-ticket | Comprova a relação de consumo e o voo contratado | E-mail de confirmação ou site da companhia |
| Cartão de embarque | Comprova check-in e apresentação no aeroporto | Físico (guardar) ou app da companhia |
| Comprovantes de despesas extras | Fundamenta pedido de danos materiais | Notas fiscais de alimentação, hospedagem, transporte |
| RIB (Registro de Irregularidade de Bagagem) | Comprova extravio de bagagem | Balcão da companhia no aeroporto |
| Prints de tela / e-mails | Comprovam tentativa de resolução extrajudicial | SAC, ouvidoria, consumidor.gov.br |
| Fotos e vídeos | Registram condições no aeroporto (filas, painéis) | Celular do passageiro |
| Protocolo de reclamação (Procon/consumidor.gov.br) | Comprova tentativa de solução administrativa | Site do Procon ou consumidor.gov.br |
| Comprovante de compromisso perdido | Agrava dano moral (reunião, evento, conexão) | E-mails, convites, reservas |
Juizado Especial ou Justiça Comum: qual escolher?
A escolha entre o Juizado Especial Cível e a Justiça Comum depende do valor da causa, da complexidade do caso e da necessidade de perícia. Veja a comparação:
| Critério | Juizado Especial Cível | Justiça Comum |
|---|---|---|
| Valor máximo da causa | 40 salários mínimos (~R$ 60.720 em 2026) | Sem limite |
| Advogado obrigatório? | Não (até 20 salários mínimos) | Sim |
| Duração média do processo | 3 a 8 meses | 1 a 3 anos |
| Custas processuais | Gratuitas em primeira instância | Variáveis (pode pedir gratuidade) |
| Recurso | Turma Recursal | Tribunal de Justiça (Apelação) |
| Perícia | Não admitida (prova simplificada) | Admitida |
| Complexidade probatória | Casos simples e com provas documentais | Casos complexos ou com valores altos |
| Ideal para | Maioria das ações contra companhias aéreas | Indenizações acima de 40 SM ou casos com múltiplos réus |
Na maioria dos casos envolvendo problemas com companhias aéreas, o Juizado Especial é a opção mais vantajosa pela agilidade e ausência de custas. Porém, se o dano material for elevado (perda de bagagem com bens valiosos, por exemplo) ou se houver necessidade de perícia, a Justiça Comum pode ser mais adequada.
Casos reais sobre processos contra companhias aéreas
Conheça situações reais publicadas no site do escritório que ilustram os tipos de ação mais comuns contra companhias aéreas. Cada caso é único e os resultados dependem das circunstâncias específicas:
- Indenização por cancelamento de voo internacional — passageiro obteve reparação após cancelamento sem aviso prévio em voo ao exterior.
- Indenização por overbooking da LATAM — caso de preterição de embarque com condenação ao pagamento de danos morais.
- Indenização por danos morais em atraso de voo da GOL — atraso prolongado gerou condenação por danos morais ao passageiro.
- Extravio de bagagem pela TAP — passageiro indenizado após extravio definitivo em voo internacional.
- British Airways condenada por cancelar decolagem — condenação após cancelamento de decolagem que causou transtornos ao passageiro.
- Air Canada condenada por perder bagagem — indenização por extravio de bagagem em voo internacional.
Cada caso é único. Resultados dependem das circunstâncias específicas.

Perguntas frequentes sobre processar companhia aérea
Como processar uma companhia aérea?
Para processar uma companhia aérea, o passageiro deve reunir documentos que comprovem o problema (bilhete aéreo, cartão de embarque, comprovantes de despesas), tentar a resolução extrajudicial (SAC, Procon, consumidor.gov.br) e, se não houver acordo, ingressar com ação no Juizado Especial Cível ou na Justiça Comum. No Juizado, causas de até 20 salários mínimos dispensam advogado.
Como processar companhia aérea por atraso de voo?
O passageiro que sofrer atraso de voo superior a 4 horas pode processar a companhia aérea por danos morais e materiais. É necessário documentar o atraso (fotos do painel, registro de horários) e as despesas extras. A ação pode ser proposta no Juizado Especial do domicílio do passageiro.
Como processar companhia aérea internacional?
O passageiro brasileiro pode processar companhia aérea estrangeira no Brasil, no foro de seu domicílio. A legislação aplicável pode ser o CDC (mais favorável) ou a Convenção de Montreal. O STJ entende que o CDC prevalece quando for mais benéfico ao consumidor (Tema 210).
Quanto tempo de atraso pode processar companhia aérea?
A partir de 4 horas de atraso, o passageiro já pode pleitear indenização por danos morais, além do direito a reacomodação, reembolso e assistência material. Atrasos menores também geram o direito a assistência material (comunicação a partir de 1 hora, alimentação a partir de 2 horas), conforme a Resolução ANAC 400/2016.
Quanto tempo demora um processo contra companhia aérea?
No Juizado Especial, o processo costuma durar de 3 a 8 meses. Na Justiça Comum, de 1 a 3 anos. A duração depende da complexidade do caso, da existência de acordo na audiência de conciliação e do volume de processos do tribunal.
Qual o valor da indenização por problemas com companhia aérea?
Os valores variam conforme a situação. Para atraso de voo, a média de danos morais é de R$ 3.000 a R$ 15.000. Para cancelamento, R$ 5.000 a R$ 20.000. Para overbooking, R$ 5.000 a R$ 25.000. Para extravio de bagagem, R$ 3.000 a R$ 15.000 em danos morais, além dos danos materiais comprovados.
Posso processar companhia aérea por cancelamento de voo?
Sim. O cancelamento de voo gera direito a reembolso integral, reacomodação e assistência material. Se a companhia não cumprir essas obrigações ou se o cancelamento causar transtornos significativos, o passageiro pode pleitear indenização por danos morais e materiais na Justiça.
Preciso de advogado para processar companhia aérea?
No Juizado Especial Cível, causas de até 20 salários mínimos (~R$ 30.360 em 2026) dispensam advogado. Acima desse valor e até 40 salários mínimos, o advogado é obrigatório. Na Justiça Comum, a representação por advogado é sempre obrigatória. Mesmo nos casos em que o advogado é dispensável, ter orientação jurídica especializada pode aumentar significativamente as chances de um resultado favorável.

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Aviso Legal:
Este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico específico. Cada caso deve ser analisado individualmente por um profissional habilitado. Os valores de indenização mencionados são referências da jurisprudência e podem variar conforme as circunstâncias de cada situação. Última atualização: março de 2026.