Opdivo: cobertura pelo plano de saúde em 2026
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Opdivo (Nivolumabe): cobertura pelo plano de saúde em 2026

Direito à Saúde, Remédio
Farmaceutica verificando cobertura de medicamento biologico de alto custo pelo plano de saude
Publicado: março 30, 2026 Atualizado: abril 23, 2026
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

O Opdivo (Nivolumabe) é coberto pelo plano de saúde? A resposta depende da indicação terapêutica e do tipo de contrato, mas a tendência da jurisprudência brasileira é claramente favorável ao paciente.

Neste guia, explicamos quando a cobertura é obrigatória, quando depende de decisão judicial, e como proceder em cada cenário.

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Quando o plano é obrigado a cobrir o Opdivo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina que os planos de saúde cubram tratamentos oncológicos conforme o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. O Opdivo está incorporado ao Rol para as seguintes indicações:

  • Melanoma avançado ou metastático (primeira e segunda linha)
  • Câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) com progressão após quimioterapia
  • Carcinoma de células renais avançado
  • Linfoma de Hodgkin clássico refratário

Para estas indicações, a negativa do plano é claramente ilegal e pode ser revertida rapidamente via liminar.

Indicações fora do Rol da ANS

O Opdivo também é prescrito para indicações que ainda não constam no Rol da ANS, como carcinoma hepatocelular, câncer de esôfago e mesotelioma pleural.

Importante: em setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 7.265 e definiu que o Rol da ANS é taxativo, mas admite exceções quando preenchidos cinco requisitos cumulativos: (i) prescrição médica fundamentada; (ii) ausência de negativa expressa da ANS para a incorporação; (iii) inexistência de alternativa terapêutica no Rol; (iv) comprovação científica de eficácia e segurança; e (v) registro na Anvisa. Além disso, o Tema 990 do STJ consolidou que medicamentos com registro na Anvisa podem ter cobertura obrigatória, inclusive para uso off-label, quando há evidência clínica.

Nestas situações, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os planos de saúde devem autorizar tratamentos não previstos na lista, desde que sigam todos os cinco critérios técnicos a seguir:

  • o tratamento deve ser prescrito por médico ou odontólogo assistente;
  • o tratamento não pode ter sido expressamente negado pela ANS nem estar pendente de análise para sua inclusão no rol; 
  • não deve haver alternativa terapêutica adequada no rol da ANS; 
  • o tratamento deve ter comprovação científica de eficácia e segurança; 
  • o tratamento deve ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Custo do tratamento com Opdivo

O custo do Nivolumabe varia conforme a posologia e indicação:

  • Dose padrão (240mg a cada 2 semanas): R$ 30.000 a R$ 40.000 por aplicação
  • Dose alta (480mg a cada 4 semanas): R$ 45.000 a R$ 50.000 por aplicação
  • Tratamento combinado com Yervoy: pode ultrapassar R$ 80.000 por ciclo
  • Duração média: 12 a 24 meses de tratamento contínuo

Estes valores tornam inviável o custeio pelo paciente, reforçando a obrigação legal do plano de saúde de arcar com o tratamento.

Combinação Opdivo + Yervoy

Para melanoma avançado e carcinoma renal, o protocolo frequentemente combina Opdivo com Yervoy (Ipilimumabe). Esta combinação demonstrou aumento significativo na sobrevida dos pacientes em estudos clínicos de fase III.

Os planos costumam negar com mais frequência a combinação pelo custo elevado, mas a jurisprudência é igualmente favorável quando há indicação médica.

O que fazer se o plano negar

Se o seu plano de saúde negou o Opdivo, o paciente tem o direito de entrar com uma ação judicial com pedido de liminar. O escritório Rosenbaum Advogados tem experiência em casos de imunoterapia oncológica.

É recomendável entrar em contato com um advogado especializado que possa te orientar sobre a melhor estratégia para o seu caso específico.

Perguntas frequentes sobre Opdivo (Nivolumabe) e plano de saúde

O plano de saúde pode negar cobertura do Opdivo (Nivolumabe)?
O plano pode negar cobertura apenas se a indicação não atender aos critérios da ANS ou se não forem cumpridos os cinco requisitos estabelecidos pela ADI 7.265/STF. Para indicações no Rol da ANS (melanoma avançado, câncer de pulmão CPNPC, carcinoma renal e linfoma de Hodgkin refratário), a negativa é considerada ilegal. Para indicações fora do Rol, é necessário comprovação científica, prescrição fundamentada e ausência de alternativa terapêutica disponível.
Quanto custa o Opdivo (Nivolumabe) sem plano de saúde em 2026?
O custo do Opdivo sem cobertura pode variar significativamente conforme a dose, número de ciclos e fornecedor, mas geralmente ultrapassa R$ 10 mil por aplicação. O valor exato deve ser consultado diretamente com farmácias especializadas, laboratórios ou programas de acesso do fabricante, que frequentemente oferecem descontos ou gratuidade para pacientes de baixa renda.
Como conseguir cobertura do Opdivo (Nivolumabe) pelo plano de saúde?
Primeiro, solicite formalmente a autorização ao plano com prescrição médica detalhada e documentação da indicação. Se houver negativa para indicações no Rol da ANS, procure uma ação judicial para liminar. Para indicações fora do Rol, reúna toda a documentação científica comprovando eficácia e segurança conforme o Tema 990/STJ, pois o plano pode ser obrigado a cobrir se preenchidos os cinco requisitos cumulativos da ADI 7.265/STF.
Opdivo (Nivolumabe) é coberto pelo plano para carcinoma hepatocelular avançado?
O Opdivo não está no Rol da ANS para carcinoma hepatocelular, mas pode ter cobertura obrigatória se forem atendidos os cinco critérios da ADI 7.265/STF: prescrição médica fundamentada, ausência de negativa expressa da ANS, inexistência de alternativa no Rol, comprovação científica de eficácia e registro na Anvisa. Nesse caso, é recomendável solicitar cobertura com documentação completa ou buscar tutela judicial.
Como obter liminar para cobertura do Opdivo (Nivolumabe) de forma rápida?
A liminar é cabível quando há risco de dano irreparável à saúde e probabilidade do direito. Para indicações no Rol da ANS, as liminares são frequentemente deferidas rapidamente. Para indicações fora do Rol, a concessão depende de demonstração clara dos cinco requisitos da ADI 7.265/STF. Recomenda-se apresentação de pareceres médicos e estudos científicos que comprovem a eficácia e segurança do tratamento solicitado.

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Veja também: Medicamentos oncológicos negados pelo plano | Guia completo sobre medicamentos de alto custo negados pelo plano de saúde.

Leo Rosenbaum

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