
Em um caso marcante, uma beneficiária de um plano de saúde enfrentou uma situação difícil quando teve o seu pedido de home care negado pela Prevent Senior. Devido a graves problemas de saúde, ela precisava de cuidados contínuos em casa.
Felizmente, a justiça interveio, garantindo o direito ao home care e trazendo alívio para a beneficiária e sua família. Esse caso destaca a importância de conhecer seus direitos e buscar apoio legal diante de negativas injustas por parte de operadoras de saúde.
O que é home care e por que ele é essencial?
O home care, ou tratamento domiciliar, é um serviço médico prestado na residência do paciente, voltado para pessoas com condições de saúde que demandam cuidados contínuos. Ele é crucial para indivíduos que, por exemplo, sofrem de sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) ou outras doenças graves, como no caso dessa beneficiária da Prevent Senior.
Ela, acamada e com limitações severas, precisava de atendimento especializado para manter sua qualidade de vida, algo que o ambiente hospitalar nem sempre pode oferecer de forma prolongada.
A negativa de cobertura pela Prevent Senior
A Prevent Senior justificou a negativa de cobertura alegando que o home care não estava previsto no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS). Essa recusa deixou a paciente em uma situação de extrema vulnerabilidade, já que os cuidados domiciliares eram indispensáveis para sua sobrevivência e dignidade.
A operadora insistiu que não havia obrigação contratual de fornecer o serviço, mas a beneficiária decidiu não aceitar essa resposta e buscou seus direitos do paciente na justiça.
A ação judicial e a primeira vitória
Diante da recusa, a paciente ingressou com uma ação contra a Prevent Senior, pedindo o fornecimento do home care com urgência. O tribunal reconheceu a gravidade do caso e concedeu uma tutela de urgência parcial, determinando que a operadora providenciasse acompanhamento por nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapia diária, além de auxiliar de enfermagem por 12 horas diárias.
Essa decisão inicial já sinalizava que a justiça estava atenta às necessidades da beneficiária.
A resistência da operadora e a perícia decisiva
A Prevent Senior contestou a ação, afirmando que não havia ilegalidade em sua conduta e que o home care não era necessário. Para esclarecer a situação, o tribunal determinou a realização de uma perícia médica.

O laudo foi claro: a beneficiária apresentava um quadro grave, com doenças como síndrome demencial, hidrocefalia, carcinoma basocelular e sequelas de AVC, entre outras.
O perito concluiu que ela precisava de cuidados multidisciplinares em casa, incluindo médico mensal, enfermeiro 24 horas, nutricionista bimestral, fonoaudiologia semanal, terapia ocupacional quinzenal e fisioterapia três vezes por semana.
Home care negado pela Prevent Senior: a decisão final
Com base no laudo pericial, o tribunal deu razão à paciente e condenou a Prevent Senior a fornecer o home care completo. A sentença determinou que a operadora cobrisse todos os serviços recomendados, incluindo enfermagem 24 horas por dia, algo essencial dado o estado de saúde da beneficiária.
O juiz destacou que o tratamento domiciliar é uma extensão da internação hospitalar e que a operadora não poderia se eximir de sua responsabilidade. A decisão também aplicou o Código de Defesa do Consumidor, reforçando que cláusulas contratuais restritivas devem favorecer o beneficiário.
Casos como o de home care negado pela Prevent Senior mostram que as operadoras de saúde nem sempre podem se escudar em limitações contratuais ou no rol da ANS para negar tratamentos essenciais. A Lei 9.656/98 garante cobertura para cuidados médicos necessários, e a justiça tem o papel de proteger os consumidores em situações de vulnerabilidade.
Se você quer saber mais sobre tratamentos não previstos no rol da ANS, este artigo pode ajudar.

Passou por uma situação parecida?
Um advogado especialista em direito à saúde pode esclarecer quais são os seus direitos.
Os prejuízos da negativa e o papel da justiça
A recusa inicial da Prevent Senior poderia ter causado danos irreparáveis à saúde da paciente, que dependia de cuidados constantes para evitar complicações. A demora ou a falta de atendimento adequado em casos assim pode agravar o quadro clínico e reduzir a qualidade de vida.

A decisão judicial foi fundamental para reverter essa situação, assegurando que a beneficiária recebesse o suporte necessário sem custos adicionais. Isso reforça a ideia de que o sistema jurídico é um aliado poderoso contra abusos das operadoras.
Como proteger seus direitos em situações semelhantes
O caso de home care negado pela Prevent Senior é um exemplo de como a negativa de cobertura pode ser desafiada com sucesso. Se você enfrenta uma situação parecida, como a recusa de um tratamento essencial, saiba que há caminhos legais para reverter o problema. Consultar um profissional especializado pode fazer toda a diferença.
Para o paciente que enfrenta um caso de home care negado pela Prevent Senior ou outra operadora, a orientação de um advogado especializado em planos de saúde pode ser o primeiro passo para assegurar seus direitos.
A luta de uma beneficiária contra a Prevent Senior demonstra que é possível vencer barreiras impostas por operadoras de saúde.
A decisão judicial, proferida em 14 de março de 2025, pela juíza Maria Domitila Prado Manssur, no processo número 1060211-73.2023.8.26.0100, garantiu o fornecimento de home care completo, incluindo serviços médicos e enfermagem 24 horas. Apesar da possibilidade de recurso por parte da Prevent Senior, o veredicto atual é uma vitória para os consumidores.
Este conteúdo integra o panorama do Observatório Rosenbaum de Planos de Saúde, levantamento de mais de 43 mil decisões públicas do TJSP sobre planos de saúde.