Pulsoterapia: O Que É e Cobertura do Plano de Saúde
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Pulsoterapia: o que você precisa saber

Direito à Saúde
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Publicado: julho 30, 2021 Atualizado: abril 24, 2026
Tempo estimado de leitura: 8 minutos

O que é a pulsoterapia?

A pulsoterapia é um procedimento no qual o paciente recebe medicamentos como corticoides, por exemplo, através de sessões endovenosas, durante um período de três a cinco dias.

Esse tratamento costuma ser utilizado quando o paciente está em crise e ajuda a reduzir a inflamação causada por doenças autoimunes.

Para quem esse tratamento é indicado?

A pulsoterapia é utilizada para tratar diversas doenças autoimunes como, por exemplo:

  • lúpus eritematoso sistêmico (LES);
  • artrite reumatoide;
  • esclerose múltipla;
  • neuromielite óptica (doença de Devic);
  • neurite óptica;
  • vasculite;
  • dermatomiosite e polimiosite;
  • miastenia gravis;
  • nefrite lúpica;
  • pênfigo e outras dermatoses autoimunes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a pulsoterapia é indicada especialmente em crises agudas e surtos graves, quando a medicação oral não é suficiente para controlar a inflamação.

Como a pulsoterapia funciona?

O tratamento consiste na administração de altas doses de um determinado medicamento durante um curto período de tempo. Para isso, o profissional de saúde deve cateterizar a veia periférica do membro superior do paciente e aplicar a infusão.

Geralmente, o corticoide utilizado na pulsoterapia é o Solu-Medrol® (metilprednisolona) e, após o procedimento, o paciente continua tomando corticoides via oral por cerca de cinco dias, reduzindo a dose gradualmente até a suspensão total.

Cuidados antes do tratamento

Antes de iniciar a pulsoterapia, é fundamental averiguar se o paciente possui alguma infecção ativa. Se for comprovado o quadro infeccioso, é necessário tratá-lo antes de iniciar o procedimento.

Isso é necessário pois, em algumas situações, os sintomas que o paciente está demonstrando não se tratam de uma crise, mas apenas de uma simulação do surto provocada pela infecção ativa.

Assim sendo, antes do tratamento o paciente deve fazer exames como:

  • hemograma completo;
  • EAS;
  • urinocultura.

Além disso, o paciente também deve utilizar um vermífugo para a prevenção de verminoses.

Cuidados durante o tratamento

Visto que o uso de corticoide pode causar algumas reações, existem alguns cuidados essenciais durante a pulsoterapia. Os principais são:

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É imprescindível que o paciente siga as recomendações médicas antes, durante e após o tratamento. | Imagem: Unsplash (@nci)
  • optar por uma dieta com pouco sal para evitar a retenção de líquidos e edema;
  • fazer a reposição de potássio através da dieta alimentar e/ou uso de medicamentos;
  • evitar alimentos rico em açúcar para combater a alta nos valores da glicose no sangue;
  • utilizar medicamentos para proteção da mucosa gástrica para evitar gastrite e úlcera gástrica.

Cuidados após o tratamento

Os cuidados após o tratamento costumam variar de acordo com a melhora do paciente e os sintomas apresentados durante o procedimento.

Geralmente, recomenda-se que o paciente descanse e beba muito líquido. Ademais, é necessário evitar exageros alimentares.

Efeitos colaterais do tratamento

É possível que, durante a infusão do corticoide, o paciente apresente alguns efeitos colaterais como:

  • gosto de metal na boca;
  • sonolência;
  • agitação;
  • insônia;
  • suor frio;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • aumento da pressão arterial.

Em todo caso, o paciente deve relatar os efeitos da pulsoterapia ao profissional de saúde responsável pela infusão. Dessa forma, o médico pode adaptar a dosagem de acordo com a reação do paciente.

O plano de saúde cobre a pulsoterapia?

Sim. Para conseguir o custeio, basta que o paciente apresente a recomendação médica indicando sua necessidade. Esse procedimento faz parte do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, por isso, sua cobertura é obrigatória.

E se o plano de saúde não autorizar?

Infelizmente, a falta de autorização da pulsoterapia não é uma prática incomum. Existem até mesmo casos em que a operadora faz a exclusão contratual desse procedimento.

No entanto, essa situação é abusiva e pode ser revertida através de uma ação judicial.

O médico é responsável por definir o tratamento mais adequado ao caso do paciente e a operadora não pode interferir nessa decisão. Por isso, a exclusão de procedimentos prejudica o beneficiário e coloca sua saúde em risco.

Como entrar na justiça?

Para ajuizar a ação, é recomendável buscar a orientação de um especialista. Além disso, o paciente deve reunir alguns documentos:

  • a recomendação médica do tratamento com pulsoterapia;
  • a falta de cobertura por escrito (ou então o protocolo de atendimento caso a recusa tenha sido informada por ligação);
  • comprovantes de pagamento (caso o paciente tenha sido obrigado a arcar com as próprias despesas) para solicitar reembolso;
  • o comprovante de residência;
  • a carteirinha do plano de saúde;
  • o contrato com o plano de saúde (se possível);
  • cópias do RG e do CPF;
  • comprovantes de pagamentos das mensalidades (geralmente as duas últimas).

Quanto custa a pulsoterapia particular?

O custo de cada sessão de pulsoterapia pode variar conforme o hospital, a região e o medicamento utilizado. Em geral, os valores aproximados são:

ItemCusto aproximado
Sessão hospitalar (diária + infusão)R$ 800 a R$ 2.500
Metilprednisolona (Solu-Medrol®) 500mgR$ 150 a R$ 400 por frasco
Ciclo completo (3 a 5 sessões)R$ 3.000 a R$ 12.000
Valores de referência atualizados em 2026. Podem variar conforme região e instituição.

Por esse motivo, a cobertura pelo plano de saúde é essencial. Quando a operadora nega indevidamente o procedimento, o paciente pode ter que arcar com valores significativos do próprio bolso.

Quanto tempo dura uma sessão de pulsoterapia?

Cada infusão endovenosa costuma durar entre 2 e 6 horas, dependendo da dose prescrita e da tolerância do paciente. O ciclo completo geralmente se estende por 3 a 5 dias consecutivos.

Após o ciclo hospitalar, o médico pode prescrever corticoides orais em doses decrescentes por mais alguns dias, até a suspensão total.

Se você está enfrentando essa situação, entre em contato para uma avaliação do seu caso. Atendemos por formulário, WhatsApp ou telefone (11) 3181-5581.

Cada situação é única e os resultados dependem das circunstâncias específicas de cada caso.

Perguntas frequentes sobre pulsoterapia

A pulsoterapia dói?
O procedimento em si costuma causar desconforto mínimo, similar ao de uma coleta de sangue, já que envolve a punção venosa. Durante a infusão, alguns pacientes relatam gosto metálico na boca e sensação de calor.
Pulsoterapia engorda?
O uso de corticoides em altas doses pode causar retenção de líquidos e aumento temporário de peso. No entanto, como a pulsoterapia é um tratamento de curta duração (3 a 5 dias), esses efeitos tendem a ser transitórios e reversíveis.
O plano de saúde pode negar a pulsoterapia?
A pulsoterapia consta no rol de procedimentos obrigatórios da ANS. A negativa de cobertura, quando há prescrição médica, pode ser considerada abusiva. Nesses casos, é possível buscar a reversão por via judicial, inclusive com pedido de liminar.
Quanto tempo leva para a pulsoterapia fazer efeito?
Os primeiros efeitos costumam ser percebidos entre 24 e 72 horas após o início do ciclo, conforme a condição tratada. A melhora pode levar de alguns dias a semanas para se consolidar.

Leo Rosenbaum

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