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SulAmérica é condenada a fornecer Kymriah® para paciente com Linfoma Não Hodgkin

Decisões Favoráveis, Direito à Saúde, Remédio
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Publicado: agosto 10, 2023 Atualizado: abril 24, 2026
Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Em decisão recente, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a sentença que determinou à SulAmérica Saúde a cobertura do tratamento com o medicamento Kymriah® para uma paciente diagnosticada com Linfoma Não Hodgkin.

Acompanhe os detalhes e desdobramentos deste caso.

Tribunal de Justiça de São Paulo e a cobertura do Kymriah®

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em julgamento realizado em 31 de julho de 2023, analisou o caso envolvendo a SulAmérica Saúde e a a paciente paciente..

A seguradora havia se recusado a cobrir o tratamento com Kymriah®, indicado para a paciente diagnosticada com Linfoma Não Hodgkin.

A paciente, representada por seu médico especializado, argumentou que o Kymriah® foi prescrito como o tratamento mais adequado para sua condição.

No entanto, a SulAmérica alegou que o medicamento não estava inserido nas diretrizes de utilização da ANS, motivo pelo qual não seria coberto pelo plano.

O juiz de primeira instância, ao analisar o caso, entendeu que o rol da ANS não é taxativo e que a escolha do tratamento cabe somente ao médico responsável e ao paciente. Dessa forma, foi determinado que a Sul América deveria custear o tratamento conforme a prescrição médica.

Argumentos da apelação sobre o Kymriah®

Inconformada com a decisão, a SulAmérica recorreu ao tribunal. Em sua apelação, a seguradora reforçou que o Kymriah® não estava previsto no rol da ANS. Além disso, mencionou um parecer desfavorável do NatJus, argumentando que tal manifestação técnica não deveria ser vinculante.

Tribunal e a decisão sobre o Kymriah®

O tribunal, ao analisar o recurso, reforçou o entendimento de que o rol da ANS não pode ser considerado taxativo, especialmente diante do avanço da medicina e da defasagem entre regulamentações administrativas.

Salientou-se que a decisão da 2ª Seção do STJ no EREsp nº 1.886.929 não foi unânime e não possui caráter vinculante, envolvendo direitos protegidos constitucionalmente.

Além disso, foi destacado que a escolha do tratamento cabe exclusivamente ao médico e ao paciente.

O tribunal citou precedentes, como o caso envolvendo o medicamento Imbruvica (Ibrutinibe), onde foi reconhecida a defasagem entre as regulamentações administrativas e o avanço da medicina.

Decisão final sobre o caso Kymriah®

Ao final do julgamento, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu negar provimento ao recurso da SulAmérica, mantendo a decisão de primeira instância que determinou o custeio do tratamento com Kymriah® conforme prescrição médica.

ADI 7.265 do STF e Tema 990 do STJ

O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 7.265 (setembro de 2025), definiu que o Rol da ANS é taxativo, porém com exceções. Assim, mesmo que o medicamento não conste no Rol, o plano pode ser obrigado a cobri-lo quando houver prescrição médica fundamentada, ausência de alternativa terapêutica equivalente no Rol, comprovação científica de eficácia e registro na Anvisa.

Além disso, o Tema 990 do STJ estabelece que medicamentos com registro na Anvisa devem ter cobertura pelo plano de saúde, reforçando o direito do paciente ao tratamento prescrito pelo médico.

Como processar uma seguradora como no caso da SulAmérica Saúde pelo problema de negativa de cobertura de tratamento

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Imagem em destaque: Freepik (freepik)

Perguntas frequentes

O plano de saúde é obrigado a cobrir o SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah?
Quando há prescrição médica fundamentada, o plano de saúde deve cobrir o SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah. A jurisprudência brasileira, incluindo o Tema 990 do STJ e a ADI 7.265 do STF, respalda o direito do paciente à cobertura de medicamentos registrados na Anvisa.
O que fazer se o plano negou o SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah?
Solicite a negativa por escrito, obtenha relatório médico detalhado com CID e justificativa clínica, registre reclamação na ANS (0800-701-9656) e procure orientação jurídica. Em casos urgentes, é possível requerer tutela de urgência.
É possível conseguir SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah por meio de tutela de urgência?
Sim. A tutela de urgência é uma medida judicial que pode obrigar o plano a fornecer o medicamento de forma imediata, sob pena de multa diária. É necessário demonstrar a probabilidade do direito e o perigo da demora.
O SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah é considerado medicamento de alto custo?
Sim. O SulAmérica Seguro Saúde é condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por negativa de cobertura do medicamento Kymriah é um medicamento de alto custo utilizado no tratamento de condições oncológicas. O valor elevado é uma das principais razões pelas quais os planos de saúde negam a cobertura.
O plano pode negar alegando que o medicamento não está no Rol da ANS?
Essa justificativa, isoladamente, não é suficiente para negar a cobertura. A ADI 7.265 do STF (2025) estabeleceu que o Rol é taxativo com exceções, permitindo a cobertura quando há prescrição médica, comprovação científica e registro na Anvisa.
Preciso de advogado para conseguir a cobertura do medicamento?
Embora não seja obrigatório, a orientação jurídica aumenta significativamente as chances de obter a cobertura. Um advogado pode analisar a situação, preparar a documentação necessária e, se preciso, ingressar com ação judicial.

Leo Rosenbaum

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