Skyrizi® (Risanquizumabe) Pelo Plano De Saúde - Direitos
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Skyrizi (Risanquizumabe) negado pelo plano? Seus direitos

Direito à Saúde, Remédio
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Publicado: fevereiro 23, 2023 Atualizado: maio 12, 2026
Tempo estimado de leitura: 5 minutos

O Skyrizi® (princípio ativo risanquizumabe) é um medicamento biológico injetável indicado para psoríase em placas moderada a grave, artrite psoriásica e, mais recentemente, doença de Crohn moderada a grave.

É um anti-IL-23, classe que disputa espaço com o Stelara (anti-IL-12/23) e o Tremfya (também anti-IL-23). Cada caneta custa entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, com aplicações a cada 12 semanas na manutenção.

Quando o plano nega a cobertura, a Justiça tem reconhecido o direito do paciente — em especial quando há prescrição médica fundamentada e indicação coerente com a evolução do tratamento.

Tremfya, Stelara, Skyrizi: por que o médico escolhe um anti-IL-23 específico

Os três medicamentos são da família dos biológicos que bloqueiam interleucinas-23, mas têm sutilezas que justificam escolhas diferentes.

O Stelara (ustequinumabe) bloqueia tanto IL-12 quanto IL-23. É o mais antigo da família e tem histórico longo de uso em Crohn.

O Tremfya (guselcumabe) bloqueia apenas IL-23, com administração a cada 8 semanas após indução. É frequentemente escolhido em psoríase grave ou artrite psoriásica.

O Skyrizi também é anti-IL-23 seletivo, mas tem manutenção a cada 12 semanas — o intervalo mais longo entre os biológicos para psoríase. Essa frequência é decisiva na adesão de muitos pacientes.

Quanto custa o Skyrizi e como funcionam as aplicações

O Skyrizi é vendido em caneta autoinjetora ou seringa preenchida de 150 mg. As cotações em 2026 ficam entre R$ 12 mil e R$ 20 mil por unidade.

O esquema padrão na psoríase prevê aplicação subcutânea nas semanas 0 e 4, depois a cada 12 semanas. Cada dose usa uma caneta. Em manutenção, são 4 aplicações por ano.

No Crohn, o protocolo muda: indução por infusão intravenosa em 3 doses, depois manutenção subcutânea a cada 8 semanas. O custo anual em ambos os cenários pode ultrapassar R$ 80 mil.

Por se tratar de um medicamento de alto custo, o Skyrizi entra na lista de negativas frequentes das operadoras.

Cobertura: o que diz o Rol e onde estão os atritos

O risanquizumabe está no Rol da ANS para psoríase em placas, com critérios das Diretrizes de Utilização (DUT) — em geral exigindo falha de tratamentos sistêmicos convencionais e, em alguns casos, de outro biológico.

Para artrite psoriásica e Crohn, a inclusão é mais recente e nem sempre alinhada com as DUTs vigentes. É nesses pontos que ocorrem mais negativas.

Quando o paciente está fora dos critérios estritos, vale a regra da ADI 7.265 do STF (setembro de 2025): a cobertura fora do Rol da ANS pode ser exigida mediante prescrição fundamentada, ausência de alternativa equivalente, registro Anvisa e evidência científica.

Negativas comuns e como rebater cada uma

Os planos costumam recusar com três justificativas — todas com resposta clara.

“Falta tentar outro biológico antes”. A DUT pode exigir falha de anti-TNF. O relatório precisa documentar tentativas anteriores ou contraindicação clínica a essas opções.

“Existe alternativa no Rol”. Plano sugere Tremfya ou Stelara. Quando o médico justifica clinicamente a escolha pelo Skyrizi (intervalo de 12 semanas, perfil do paciente, evidência específica), a substituição imposta pode ser considerada abusiva.

“Indicação fora do Rol”. Comum em Crohn. Após a ADI 7.265, perde força quando os critérios cumulativos estão atendidos.

Caminho prático em caso de negativa

A primeira providência é obter a negativa por escrito, com justificativa e protocolo — sem esse documento, qualquer ação posterior fica difícil de instruir.

Em paralelo, é importante pedir ao dermatologista, reumatologista ou gastroenterologista um relatório detalhado: diagnóstico (com CID), gravidade (PASI, DAS28, atividade de Crohn), tratamentos anteriores e resposta, e justificativa para o Skyrizi.

Vale registrar reclamação na ANS — o prazo médio de resposta é de 10 dias úteis. Em parte dos casos, a operadora reavalia. Se a negativa persistir, o caminho é a ação judicial. Veja o guia geral sobre o que fazer quando o plano nega medicamento.

Tutela de urgência e como os tribunais têm decidido

A tutela de urgência (liminar) é o pedido feito ao juiz para que o plano forneça o Skyrizi antes do julgamento final.

Tem peso em casos com impacto severo na qualidade de vida (psoríase extensa, com dor e estigma), risco de dano articular (artrite psoriásica) ou agravamento do Crohn com risco de internação.

A jurisprudência segue o Tema 990 do STJ: medicamento com registro Anvisa, prescrito pelo médico, deve ser custeado pelo plano. Decisões nos parentes anti-IL-23 (Tremfya e Stelara) confirmam a posição dos tribunais.

O plano de saúde é obrigado a cobrir o Skyrizi?
Sim, quando há prescrição médica e a indicação está prevista no Rol da ANS (psoríase em placas moderada a grave, com critérios da DUT cumpridos). Para artrite psoriásica e Crohn, a cobertura também pode ser exigida com base na ADI 7.265 do STF: prescrição médica fundamentada, ausência de alternativa equivalente, registro Anvisa e comprovação científica.
O plano pode trocar Skyrizi por Tremfya ou Stelara?
Não unilateralmente. Apesar de pertencerem à família anti-IL-23 (ou anti-IL-12/23 no caso do Stelara), têm intervalos de aplicação e perfis distintos. A escolha cabe ao médico assistente, considerando a adesão, o perfil clínico e a resposta a tratamentos anteriores. Substituição imposta pelo plano sem justificativa clínica pode ser considerada abusiva.
Qual a vantagem do intervalo de 12 semanas do Skyrizi?
Em manutenção, o Skyrizi exige apenas 4 aplicações por ano — o intervalo mais longo entre os biológicos para psoríase. Isso melhora a adesão de muitos pacientes e reduz o impacto na rotina. Para quem viaja, tem dificuldade de ir à clínica ou prefere autoaplicar com menos frequência, o intervalo trimestral pesa na escolha.
Quanto custa o tratamento anual com Skyrizi?
Com canetas custando entre R$ 12 mil e R$ 20 mil em 2026, considerando 4 aplicações por ano em manutenção, o custo anual fica em torno de R$ 50 mil a R$ 80 mil. No Crohn, com indução IV mais manutenção SC, pode ultrapassar R$ 100 mil.
O Skyrizi para Crohn é coberto pelo plano?
A indicação para Crohn é mais recente e nem sempre está expressamente prevista nas Diretrizes de Utilização vigentes. Mesmo assim, a cobertura pode ser exigida com base na ADI 7.265 do STF, desde que reunidos os requisitos: prescrição médica fundamentada (do gastroenterologista), ausência de alternativa equivalente, registro Anvisa e evidência científica do uso em Crohn.
Posso autoaplicar o Skyrizi em casa?
Sim, na manutenção subcutânea (caneta ou seringa preenchida de 150 mg), após treinamento adequado. A indução do Crohn por via intravenosa é feita em ambiente hospitalar ou clínica. As aplicações SC podem ser feitas em coxa, abdômen ou braço.
Quanto tempo demora uma decisão judicial sobre Skyrizi?
O prazo varia conforme o tribunal, a comarca e a forma como o pedido é instruído. Casos com documentação completa (negativa por escrito, relatório médico detalhado, exames de atividade da doença) costumam receber análise da tutela de urgência em prazo razoável, mas nenhum advogado pode garantir tempo específico.

Mais informações

Se você passou por uma negativa de cobertura do Skyrizi ou tem dúvidas sobre o caminho a seguir, pode entrar em contato com a Rosenbaum Advogados para que a sua situação seja analisada.

Leo Rosenbaum

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