Avastin (Bevacizumabe) Negado? Seus Direitos
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Avastin (Bevacizumabe) negado pelo plano de saúde? Conheça seus direitos

Direito à Saúde, Remédio
Paciente recebendo quimioterapia com bevacizumabe Avastin em hospital

Redação

Publicado: agosto 20, 2020 Atualizado: abril 10, 2026
Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Se o seu plano de saúde negou a cobertura do Avastin (bevacizumabe), saiba que essa recusa pode ser ilegal. Com prescrição médica fundamentada, a legislação brasileira e os tribunais superiores garantem o direito do paciente ao tratamento oncológico.

O bevacizumabe é um dos medicamentos mais importantes da oncologia moderna. Utilizado em diversos tipos de câncer, seu custo pode ultrapassar R$ 10.000 por aplicação, tornando o custeio pelo plano indispensável.

Neste artigo, explicamos o que é o Avastin, suas indicações, por que os planos negam e como o Escritório Rosenbaum tem obtido decisões favoráveis para pacientes oncológicos.

O que é o Avastin (bevacizumabe) e para que serve

O bevacizumabe, comercializado como Avastin, é um anticorpo monoclonal antiangiogênico. Ele atua bloqueando o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), impedindo que o tumor forme novos vasos sanguíneos para se alimentar e crescer.

A Anvisa aprovou o Avastin para o tratamento de diversos tipos de câncer:

  • Câncer colorretal metastático (indicação mais comum)
  • Câncer de pulmão de células não pequenas
  • Câncer de mama metastático
  • Câncer renal avançado
  • Glioblastoma (tumor cerebral)
  • Câncer de ovário e câncer de colo do útero

A administração é feita por infusão intravenosa em ambiente hospitalar, geralmente a cada duas ou três semanas. O tratamento pode durar meses, exigindo acesso contínuo e garantido ao medicamento.

Quanto custa o bevacizumabe

Cada frasco de Avastin 400 mg custa entre R$ 5.000 e R$ 10.000. A dose por ciclo pode exigir mais de um frasco, dependendo do peso do paciente e do protocolo de tratamento.

O custo por ciclo de quimioterapia com bevacizumabe pode variar de R$ 10.000 a R$ 20.000. Em um tratamento completo com múltiplos ciclos, o valor total pode ultrapassar R$ 100.000 a R$ 200.000.

Para pacientes oncológicos, o tempo é um fator crítico. A demora no início do tratamento pode comprometer significativamente o prognóstico. Por isso, a cobertura pelo plano de saúde não é apenas uma questão financeira — é uma questão de sobrevivência.

Por que o plano de saúde nega o Avastin

As operadoras utilizam diferentes argumentos para negar a cobertura do bevacizumabe. As justificativas mais comuns são consideradas abusivas pelo Judiciário.

A alegação mais frequente é que o protocolo quimioterápico não está previsto nas Diretrizes de Utilização (DUT) da ANS, ou que o Avastin é indicado para um tipo de câncer fora do Rol. Outra recusa envolve o uso off-label do medicamento.

Há também casos em que o plano nega a cobertura do tratamento quimioterápico completo, autorizando alguns medicamentos do protocolo mas recusando o bevacizumabe especificamente, alegando custo elevado.

Em todos esses casos, o entendimento dos tribunais é claro: a decisão sobre o protocolo de tratamento cabe ao médico oncologista, não à operadora do plano de saúde.

Seus direitos ao tratamento com bevacizumabe

O direito do paciente ao Avastin (bevacizumabe) está amparado por normas sólidas e jurisprudência amplamente favorável.

A Lei 9.656/98 determina que a operadora deve cobrir os tratamentos necessários para as doenças previstas no contrato. Para pacientes oncológicos, essa proteção é ainda mais robusta, pois o câncer é doença de cobertura obrigatória em todos os planos de saúde.

A decisão do STF na ADI 7.265 (setembro de 2025) definiu que o Rol da ANS é taxativo com exceções. Mesmo para protocolos fora do Rol, a cobertura é devida quando preenchidos os requisitos: prescrição médica fundamentada, evidência científica e registro do medicamento na Anvisa.

O Tema 990 do STJ consolidou que medicamentos com registro na Anvisa devem ter cobertura obrigatória, inclusive em indicações off-label. O bevacizumabe possui registro na Anvisa para múltiplas indicações oncológicas.

Decisões judiciais do Rosenbaum Advogados

O Escritório Rosenbaum Advogados já obteve diversas decisões favoráveis para pacientes que tiveram o Avastin negado pelo plano de saúde. Conheça alguns casos:

Essas decisões demonstram que os tribunais brasileiros não toleram a negativa de tratamento oncológico quando há indicação médica e registro na Anvisa.

Como agir se o plano negou o bevacizumabe

Se o plano negou a cobertura do Avastin, a rapidez na ação é fundamental. Siga estes passos:

1. Obtenha a negativa por escrito. Solicite o documento formal ou anote o protocolo. Em casos oncológicos, a documentação da recusa é especialmente importante.

2. Reúna o relatório do oncologista. O laudo deve conter diagnóstico com CID, estadiamento do tumor, protocolo quimioterápico completo com justificativa para o bevacizumabe e a urgência no início do tratamento.

3. Registre reclamação na ANS (0800 701 9656). Em casos oncológicos, a ANS pode intervir com maior celeridade.

4. Busque um advogado que atue em Direito à Saúde. A ação judicial com pedido de tutela de urgência pode garantir o início do tratamento em prazo curto.

Tutela de urgência para o Avastin

Em casos oncológicos, a tutela de urgência é o instrumento mais eficaz. O atraso no tratamento pode comprometer diretamente o prognóstico e a sobrevida do paciente.

Os juízes reconhecem a urgência inerente ao tratamento oncológico e costumam analisar os pedidos com celeridade quando a documentação médica demonstra necessidade imediata. A jurisprudência é amplamente favorável.

Biossimilares do bevacizumabe

Existem biossimilares do bevacizumabe disponíveis no Brasil, como o Zirabev e o Mvasi. Os biossimilares são versões com eficácia e segurança equivalentes ao medicamento de referência, geralmente com custo inferior.

A substituição do Avastin por um biossimilar só pode ser feita com concordância do médico prescritor. A operadora não pode impor a troca unilateralmente, especialmente quando o paciente já está em tratamento estável com o medicamento original.

Outros medicamentos oncológicos cobertos pelo plano

Além do Avastin, outros medicamentos oncológicos de alto custo enfrentam negativas semelhantes. O hub de medicamentos de alto custo traz informações sobre dezenas de tratamentos.

Para medicamentos não oncológicos, veja também o adalimumabe (Humira), o secuquinumabe (Cosentyx) e o omalizumabe (Xolair).

Perguntas frequentes sobre Avastin e plano de saúde

O plano de saúde é obrigado a cobrir o Avastin (bevacizumabe)?
Quando há prescrição médica fundamentada e o medicamento possui registro na Anvisa, a negativa pode ser considerada abusiva. O câncer é doença de cobertura obrigatória e a ADI 7.265 do STF e o Tema 990 do STJ amparam o direito do paciente.
Quanto custa o Avastin sem cobertura do plano?
Cada frasco de Avastin 400 mg custa entre R$ 5.000 e R$ 10.000. O custo por ciclo de quimioterapia pode variar de R$ 10.000 a R$ 20.000, e o tratamento completo pode ultrapassar R$ 200.000.
O plano pode substituir o Avastin por um biossimilar?
A substituição por um biossimilar (como Zirabev ou Mvasi) só pode ser feita com concordância do médico prescritor. A operadora não pode impor a troca unilateralmente, especialmente se o paciente já está em tratamento com o medicamento de referência.
É possível buscar medidas judiciais urgentes para obter o Avastin?
Sim. Em casos oncológicos, a tutela de urgência é especialmente indicada, pois o atraso no tratamento pode comprometer o prognóstico. Os tribunais reconhecem a urgência e costumam deferir com celeridade.
O bevacizumabe está disponível pelo SUS?
O bevacizumabe está disponível no SUS para algumas indicações oncológicas específicas. No entanto, o acesso pode ser demorado. Pacientes com plano de saúde podem exigir a cobertura diretamente da operadora.
O Avastin serve para uso oftalmológico (injeção intravítrea)?
Sim, o bevacizumabe é amplamente utilizado off-label para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e edema macular diabético. Mesmo sendo uso off-label, a cobertura pode ser exigida judicialmente com base no Tema 990 do STJ.
A negativa do Avastin pode gerar indenização por danos morais?
A negativa abusiva de tratamento oncológico pode configurar dano moral agravado, dado o risco à vida do paciente. Os tribunais têm reconhecido a gravidade dessas situações e condenado operadoras ao pagamento de indenizações.

Como o Rosenbaum Advogados pode ajudar

O Escritório Rosenbaum Advogados atua na defesa de pacientes oncológicos que tiveram medicamentos de alto custo negados pelo plano de saúde. A equipe tem ampla experiência e histórico de decisões favoráveis em casos envolvendo bevacizumabe.

Entre em contato pelo formulário, pelo WhatsApp (11) 98809-4449 ou pelo telefone (11) 3181-5581 para que possamos analisar a sua situação. O envio de documentos é totalmente digital.

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