Gencitabina e Nab-paclitaxel pela NotreDame Intermédica
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Gencitabina e Nab-paclitaxel: vitória contra a negativa da NotreDame Intermédica

Decisões Favoráveis, Direito à Saúde, Remédio
NotreDame Intermédica nega Gencitabina e Nab-paclitaxel.
Publicado: outubro 8, 2024 Atualizado: abril 23, 2026
Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Recentemente, um caso envolvendo a NotreDame Intermédica destacou a importância de recorrer à Justiça para buscar medidas judiciais para assegurar o tratamento a tratamentos essenciais. Um paciente diagnosticado com câncer de pâncreas em estágio avançado necessitava de um tratamento específico com Gencitabina e Nab-paclitaxel, prescrito pelo médico que o acompanhava. Esses medicamentos são fundamentais para o controle da doença e, segundo o médico, a única alternativa capaz de proporcionar qualidade de vida e chances de prolongamento da vida do paciente.

Tentativas de resolução e negativa injustificada

Mesmo com o laudo médico indicando a necessidade dos medicamentos, a NotreDame Intermédica negou a cobertura. A justificativa apresentada pela operadora foi que os medicamentos não tinham previsão na bula para o tipo de câncer diagnosticado, caracterizando um uso off-label. Isso significa que os remédios eram utilizados de forma diferente da indicada pelo fabricante, mas ainda assim, com a devida prescrição médica, que garantia sua segurança e eficácia para o caso específico.

O paciente tentou resolver a situação administrativamente, buscando diálogo com a operadora de saúde. Porém, todas as tentativas foram infrutíferas, levando-o a buscar seus direitos por meio da Justiça. A decisão de acionar o Judiciário foi tomada após esgotar todos os meios de negociação direta, sem que a empresa alterasse sua postura.

O papel do advogado especializado em ações contra planos de saúde

Diante dessa situação, o paciente buscou orientação de um advogado especializado em ação contra planos de saúde. Um profissional especializado é essencial para analisar o contrato, identificar abusos e construir uma estratégia adequada para contestar a negativa do plano.

O advogado, ao analisar o caso, identificou que a recusa do plano de saúde desrespeitava os direitos do paciente e afrontava os princípios do Código de Defesa do Consumidor. Tratando-se de uma questão de vida ou morte, foi solicitada uma liminar para buscar medidas judiciais para assegurar o tratamento imediato dos medicamentos, baseando-se na urgência da situação e na necessidade de tratamento contínuo.

Acionamento da Justiça e defesa do plano de saúde

A Justiça foi acionada por meio de uma ação de obrigação de fazer, com pedido de tutela de urgência, para obrigar a NotreDame Intermédica a fornecer o tratamento com Gencitabina e Nab-paclitaxel. A liminar foi concedida, determinando que a operadora custeasse o tratamento, considerando a comprovação da necessidade médica apresentada nos autos.

Em sua defesa, a NotreDame Intermédica alegou que o tratamento era experimental e que não estava previsto no contrato, baseando-se no fato de os medicamentos serem usados de forma “off-label”. No entanto, a Justiça entendeu que a negativa era abusiva, já que havia prescrição médica que respaldava a eficácia do tratamento para o quadro clínico do paciente.

Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo

A 15ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo julgou procedente a ação, tornando a liminar definitiva e determinando que a NotreDame Intermédica arcasse com os custos do tratamento. A decisão baseou-se na necessidade de preservar a vida e a saúde do paciente, enfatizando que, em casos como esse, prevalece a indicação do médico que acompanha o tratamento.

O juiz considerou que a recusa do plano de saúde em fornecer o tratamento era uma clara violação dos direitos do consumidor, uma vez que a Gencitabina e o Nab-paclitaxel são medicamentos registrados pela ANVISA e, embora usados “off-label”, eram a única alternativa para o paciente.

A importância de buscar a Justiça em casos de negativa de cobertura

Esse caso mostra que, ao enfrentar negativas de cobertura por parte do plano de saúde, o beneficiário não deve hesitar em buscar seus direitos. A Justiça tem reafirmado, em diversas ocasiões, que a decisão sobre o tratamento mais adequado cabe ao médico responsável pelo paciente, não à operadora de saúde.

A negativa injustificada por parte de operadoras como a NotreDame Intermédica pode colocar em risco a vida e a dignidade do paciente. Nessas situações, é fundamental a atuação de um advogado com atuação em direito à saúde para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados.

Conclusão

O desfecho desse caso reafirma a responsabilidade dos plano

O STF, no julgamento da ADI 7.265 (2025), definiu que o Rol da ANS admite exceções quando há prescrição médica fundamentada e registro na Anvisa. O Tema 990 do STJ reforça a obrigatoriedade de cobertura de medicamentos registrados na Anvisa.

s de saúde de buscar medidas judiciais para assegurar o tratamento aos tratamentos indicados pelo médico do paciente, especialmente em situações de câncer, onde o tempo é um fator determinante para a eficácia do tratamento.

Esse precedente reforça a necessidade de recorrer ao Judiciário para combater práticas abusivas, garantindo que os direitos dos pacientes sejam respeitados e que a saúde seja colocada em primeiro lugar. Se você ou algum familiar enfrenta situação semelhante, saiba que buscar orientação jurídica pode ser o caminho para assegurar o direito à vida e à saúde.

Resumo do caso

Em 10 de outubro de 2023, a 15ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo julgou procedente a ação nº 1016552-14.2023.8.26.0100, condenando a NotreDame Intermédica a custear o tratamento oncológico com Gencitabina e Nab-paclitaxel para um paciente com câncer de pâncreas. A decisão ainda está sujeita a recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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Perguntas frequentes sobre Gencitabina e Nab-paclitaxel: e plano de saúde

O plano de saúde pode negar cobertura de Gencitabina e Nab-paclitaxel?
A negativa de cobertura desses medicamentos pode ser questionada judicialmente quando prescritos por médico da rede ou credenciado, especialmente em tratamentos oncológicos. O Tema 990/STJ estabelece que a recusa injustificada de cobertura configura descumprimento contratual, permitindo acionamento judicial para garantir acesso ao tratamento.
Quanto custa o tratamento com Gencitabina e Nab-paclitaxel particular?
O custo varia significativamente conforme o protocolo de dosagem e número de ciclos, podendo atingir valores entre R$ 15 mil a R$ 50 mil por ciclo em clínicas particulares. Para pacientes sem cobertura do plano, existem programas de assistência farmacêutica dos fabricantes que podem reduzir esse impacto financeiro.
Como conseguir aprovação do plano de saúde para Gencitabina e Nab-paclitaxel?
É necessário solicitar formalmente à operadora com documentação médica completa, incluindo prescrição, diagnóstico e justificativa clínica. Caso haja negativa, é recomendável protocolar recurso administrativo interno e, se persistir a recusa, buscar intervenção judicial para garantir o direito à cobertura.
Qual é a eficácia do tratamento com Gencitabina e Nab-paclitaxel em câncer de pâncreas avançado?
Essa combinação é considerada primeira linha em protocolos internacionais para câncer de pâncreas metastático, sendo capaz de proporcionar melhora na sobrevida global e qualidade de vida. A indicação médica formal desses medicamentos fortalece a argumentação jurídica contra negativas de cobertura pelas operadoras.
Como conseguir liminar para forçar o plano a cobrir Gencitabina e Nab-paclitaxel?
A tutela de urgência pode ser requerida em ação judicial quando houver comprovação de risco à vida e prescrição médica formal, demonstrando irreparabilidade do dano. A jurisprudência do TJSP reconhece a relevância da fundamentação clínica para concessão de liminares em casos de negativa injustificada de medicamentos oncológicos.

Veja também: Medicamentos oncológicos negados pelo plano | Guia completo sobre medicamentos de alto custo negados pelo plano de saúde.

Leo Rosenbaum

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