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O que é equoterapia?

Descubra como é realizada a equoterapia e saiba quais são os principais benefícios dessa prática terapêutica.

07 de outubro de 2021 - Atualizado 22/11/2021

A equoterapia é um tipo de intervenção terapêutica realizada por meio do contato do paciente com um cavalo, praticando ou não a montaria.

Nesse sentido, constitui uma forma de terapia que visa a evolução cognitiva, motora, comportamental e emocional do praticante.

 Saiba como funciona a equoterapia e descubra quando e para quem é indicada.

O que é equoterapia?

De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE – BRASIL), “é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais”.

Vale destacar, que a ANDE-BRASIL foi fundada em 10 de maio de 1989 e é uma entidade civil sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, assistencial e terapêutico, com sede em Brasília-DF, mas atua em todo o território nacional.

Quando surgiu a equoterapia?

O primeiro centro de equitação para pessoas com deficiência surgiu em 1967, nos Estados Unidos. 

No Brasil, o método passou a ser valorizado a partir de 1989, em Brasília. Entretanto, a técnica de terapia com o uso dos cavalos foi reconhecida somente em 1997 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Ademais, a palavra equoterapia foi criada pela ANDE-BRASIL para caracterizar todas as práticas que utilizam o cavalo com técnicas de equitação e atividades eqüestres, com objetivo de reabilitar e educar pessoas com deficiência ou com necessidades especiais, por exemplo pessoas com autismo.

Para que serve a equoterapia?

A equoterapia pode ser aplicada nas seguintes áreas:

  • saúde – para a reabilitação física e ou mental;
  • educação – para atender necessidades educacionais;
  • social – para tratar distúrbios comportamentais.

Dessa forma, ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico, por meio de atividades que exigem a participação do corpo inteiro, o que contribui para desenvolver aptidões como:

  • força muscular;
  • relaxamento;
  • conscientização do próprio corpo;  
  • aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Enfim, a interação com o cavalo serve para desenvolver novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

Como funciona a equoterapia?

Em síntese, as sessões de equoterapia acontecem uma vez por semana e duram cerca de meia hora, porém, isso varia de acordo com o local.

Uma sessão de equoterapia é, basicamente, estruturada da seguinte maneira:

  • fase de aproximação – momento de contato progressivo e paciente do praticante com o cavalo. Vale acrescentar, que já nos primeiros minutos de contato com o animal, o corpo humano libera substâncias responsáveis por sensações de bem-estar e prazer;
  • fase de descoberta – nesta fase, ocorre a exploração do cavalo (cabeça, focinho, boca, orelhas, crina, rabo, patas), geralmente, por meio do tato. Logo após, dá-se início à exploração da sensibilidade do praticante. O objetivo é vencer o medo e iniciar o vínculo do praticante com o cavalo e prepará-lo para a montaria;
  • fase educativa – é nesta etapa que o praticante executa as atividades específicas para cada caso. Ou seja, é aqui que ele recebe todas informações sensitivas e psicomotoras que envolvem a equoterapia indicada. Nesse momento, o corpo humano recebe estímulos sensoriais do animal e começa a reorganizar seus movimentos por meio de um comportamento adaptativo;
  • fase de ruptura – por fim, chega o momento de fazer a separação do paciente com o animal. Para isso, o praticante pode acompanhar o cavalo até a baia, retirar o arreamento, alimentá-lo e acariciá-lo, no intuito de se despedir.

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Quais são os tipos de equoterapia?

Antes de mais nada, para iniciar o tratamento, o paciente deve passar por diversos profissionais. São eles: 

  • pedagogos;
  • fisioterapeuta;
  • fonoaudiólogos;
  • médicos;
  • profissionais de equitação.

Por conseguinte, após uma avaliação criteriosa por parte desses profissionais, é elaborado um programa personalizado de reabilitação. 

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A equoterapia melhora o ânimo e a sensação geral de bem-estar do paciente e de seus acompanhantes. | Imagem: Freepik (freepik)

Contudo, partindo do princípio de que cada indivíduo possui necessidades específicas, a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL) criou quatro programas diferentes, cada um deles indicado para um determinado tipo de praticante.

Confira a seguir quais são os programas básicos de equoterapia.

Hipoterapia

Essa modalidade é indicada para aqueles pacientes que não possuem condições físicas ou mentais para se manter sozinho no cavalo. 

Assim sendo, conforme a necessidade, é disponibilizado um auxiliar para montar junto com o praticante, com o intuito de guiar o animal, e um auxiliar lateral, para ajudar a mantê-lo montado.

Por fim, os exercícios a serem executados são selecionados e orientados por um terapeuta que acompanha de perto todo o processo.  

Educação/Reeducação

Esse programa atende pacientes que têm um pouco mais de independência, porém, ainda necessitam de algum tipo de ajuda dos auxiliares.

Além disso, nessa modalidade de equoterapia os professores de equitação atuam com mais afinco, no entanto, os exercícios ainda são estruturados por toda uma equipe de profissionais.

Não obstante, o cavalo continua protagonizando um papel pedagógico e não de hipismo.

Pré-esportivo

O programa pré-esportivo é o que o praticante tem maior autonomia sobre o animal. 

Nessa modalidade, o paciente é capaz de guiar o cavalo sozinho, todavia, não possui experiência com equitação. 

No entanto, ele já pode participar de alguns exercícios específicos de hipismo, desde que, sob orientação de profissionais da saúde e educação. 

Ou seja, o cavalo passa a ser utilizado também como um instrumento de inserção social.

Prática Esportiva Paraequestre

Nesse programa, os praticantes já possuem uma experiência com os equinos e, portanto,  começam a ser preparados para algumas provas.

Vale ressaltar, que como trata-se de um tipo de terapia, considera-se sempre o prazer do esporte, ou seja, os benefícios da modalidade enquanto uma técnica terapêutica que melhora a qualidade de vida e a inserção social. 

Enfim, é a partir dessa modalidade que os pacientes participam de competições paraequestres, dentre elas:

  • o hipismo adaptado; 
  • as paralimpíadas; 
  • as olimpíadas especiais.

Quais são os principais benefícios da equoterapia?

De acordo com especialistas, os principais benefícios da equoterapia, são:

  • mobilização pélvica, coluna lombar e articulações do quadril;
  • melhora do equilíbrio e da postura;
  • desenvolvimento da coordenação de movimentos entre tronco, membros e visão;
  • estímulo da sensibilidade tátil, visual, auditiva, olfativa, melhorando a integração sensorial – motora.

Para quem a equoterapia é indicada?

A equoterapia pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade. 

Logo, crianças, jovens, adultos e idosos podem ser praticantes da equoterapia. 

Além disso, essa modalidade terapêutica pode constituir uma terapia complementar de importância notável no caso de algumas patologias. 

Quando a equoterapia é indicada?

A prática da equoterapia deve ser utilizada para estimular benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais em pessoas com deficiências físicas, mentais e/ou com necessidades especiais.

Assim sendo, é indicada para os seguintes quadros clínicos:

  • doenças genéticas;
  • doenças neurológicas;
  • doenças ortopédicas;
  • doenças musculares;
  • doenças clínico-metabólicas;
  • sequelas de traumas e cirurgias;
  • doenças mentais, que incluem distúrbios psicológicos e comportamentais;
  • distúrbios de aprendizagem e linguagem.

Ou seja, na prática, a equoterapia pode ser extremamente útil para casos como:

  • Síndrome de Down; 
  • Paralisia cerebral; 
  • Esclerose múltipla; 
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC); 
  • Trauma crânio-encefálico; 
  • Atraso maturativo; 
  • Autismo; 
  • Falta de coordenação motora; 
  • Deficiência visual; 
  • Deficiência auditiva; 
  • Síndrome de Williams.

Quais são as contra-indicações da equoterapia?

Conforme supracitado, a maioria das pessoas pode realizar equoterapia.

Todavia, como em qualquer outro tratamento, cada caso deve ser analisado cuidadosamente.

Existem alguns pacientes com os quais pode ser preciso ter mais cuidado com a aplicação da técnica. Entre eles, os principais são aqueles que têm as características a abaixo:

  • escoliose estrutural acima de 30 graus;
  • cardiopatia aguda;
  • hérnia de disco;
  • hidrocefalia com válvula;
  • alergia ao pelo do cavalo;
  • subluxação e luxação de ombro ou dos quadris.

Por fim, é fundamental que a equoterapia seja realizada apenas com pacientes que foram submetidos e aprovados em uma avaliação médica.

Imagem em destaque: Freepik (wirestock)

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