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Custo de vida: entenda o que é e como calculá-lo

Veja o que é custo de vida, saiba qual a importância desse indicador econômico e aprenda a calcular o seu.

09 de fevereiro de 2022 - Atualizado 09/02/2022

O Brasil é um país de dimensões continentais e, por isso, possui diferentes realidades no que diz respeito às condições econômicas e sociais de cada região. 

Diante disso, o levantamento de dados que auxiliam na compreensão do custo de vida das cidades é, além de importante para as esferas políticas, uma ótima ferramenta de análise para decisões pessoais.   

Assim sendo, entenda o que é Índice do Custo de Vida e de que forma esse indicador pode auxiliar na tomada de decisões relativas à sua organização financeira pessoal e familiar. 

O que é o Índice do Custo de Vida?

O Índice do Custo de Vida (ICV) é um indicador econômico elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) que demonstra o quão caro é morar em uma determinada cidade. 

Ou seja, a partir de um grupo pré-determinado de produtos e serviços, é calculado o quanto custa para as pessoas viverem em uma determinada região.

Para que serve o Índice do Custo de Vida?

O principal objetivo desse índice é mensurar o capital necessário para se financiar o estilo de vida e padrões de consumo das pessoas que habitam em uma determinada localidade. 

No caso do DIEESE, esse cálculo é feito com base nos valores de São Paulo, região considerada estratégica por ser um importante centro econômico e por ser a cidade mais populosa do país.

Para tanto, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos começou a levantar esses dados há mais de 60 anos e, até hoje, é um dos órgãos responsáveis por divulgar informações acerca do custo de vida da cidade de São Paulo.

Como é feito o cálculo do Índice do Custo de Vida?

Existem vários institutos e sites que se dedicam a calcular e comparar o custo de vida dos lugares e cada um deles possui critérios próprios, buscando avaliar quais itens são básicos para a manutenção da qualidade de vida.

Para isso, o ICV utiliza como base três diferentes perfis organizados de acordo com as faixas de renda, pois entende que a forma e o financiamento de consumo mudam de acordo com os ganhos salariais da família. 

Na prática, os consumidores e seus padrões de consumo são analisados de acordo com os seguintes grupos:

  • famílias com menor renda, que ganham de 1 a 3 salários mínimos;
  • famílias com renda intermediária, que ganham de 1 a 5 salários mínimos;
  • famílias de maior poder aquisitivo, que ganham de 1 a 30 salários mínimos.

Com essas classificações, o índice consegue calcular a média de gastos de cada perfil de consumidor.

No entanto, para realizar esse cálculo, é preciso acompanhar a elevação dos preços em determinado período e como isso pode afetar os rendimentos mensais da população de um determinado local.

Assim, de acordo com a DIEESE, o ICV é estruturado a partir da análise dos seguintes grupos e subgrupos de consumo:  

  • alimentação;
    • in natura e semielaborados;
    • indústria da alimentação;
    • fora do domicílio;
  • habitação;
    • locação, impostos e condomínio;
    • operação do domicílio;
    • conservação do domicílio;
  • equipamento doméstico;
    • eletrodomésticos;
    • utensílios;
    • móveis;
    • rouparia;
  • transporte;
    • individual;
    • coletivo;
  • vestuário;
    • roupas;
    • calçados;
  • educação e leitura;
    • educação;
    • leitura;
  • saúde;
    • assistência médica;
    • medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • recreação;
    • produtos;
    • serviços;
  • despesas pessoais;
    • higiene e beleza;
    • fumo e acessórios;
  • despesas diversas.

Contudo, em virtude da pandemia de coronavírus, o DIEESE interrompeu a coleta de preços do Índice do Custo de Vida na Cidade de São Paulo e o levantamento ainda não foi retomado, pois a entidade está atualizando a pesquisa.

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Qual a importância de saber o custo de vida das regiões?

Primeiramente, o índice serve como uma forma de auxiliar os indivíduos na análise do custo benefício de habitar uma determinada cidade. Muitas pessoas recorrem a sites que comparam o custo de vida de locais de interesse para morar ou trabalhar, por exemplo. 

Não obstante, esse levantamento também impacta na economia das regiões, sendo uma fonte de análise na tomada de decisões de gestões econômicas, além de contribuir para a elaboração de ações na política monetária e na política fiscal nos âmbitos federal, estadual e municipal. 

Por fim, o ICV também revela o impacto da inflação mensal sobre os produtos e perfis de consumo e serve de apoio para diversos estudos sobre o desenvolvimento das cidades.

Onde comparar os valores?

Atualmente, é possível conhecer o custo de vida de diferentes lugares do mundo por meio de ferramentas disponíveis na internet que fazem a comparação dos valores entre as regiões desejadas.

Dessa maneira, torna-se simples descobrir a média de preços das cidades antes de realizar uma mudança ou uma viagem, por exemplo.

Conheça alguns dos sites colaborativos mais utilizados para fazer essas comparações:

Ranking do custo de vida das capitais brasileiras

Veja qual das 27 capitais brasileiras possui o custo de vida mais alto e mais baixo, segundo o levantamento do site “Custo de Vida”:

  1. São Paulo – SP
  2. Florianópolis – SC
  3. Brasília – DF
  4. Rio de Janeiro – RJ
  5. Belo Horizonte – MG
  6. Porto Alegre – RS
  7. Curitiba – PR
  8. Cuiabá – MT
  9. Vitória – ES
  10. Belém – PA
  11. Recife – PE
  12. Fortaleza – CE
  13. Rio Branco – AC
  14. Maceió – AL
  15. Campo Grande – MS
  16. Salvador – BA
  17. Teresina – PI
  18. Palmas – TO
  19. Manaus – AM
  20. Boa Vista – RR
  21. Macapá – AP
  22. Porto Velho – RO
  23. São Luís – MA
  24. Aracaju – SE
  25. Goiânia – GO
  26. João Pessoa – PB
  27. Natal – RN
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Saber calcular o seu custo de vida é uma boa forma de planejar suas finanças e economizar dinheiro | Imagem: Freepik (freepik)

Como calcular o seu custo de vida?

Depois de entender os fatores que envolvem o Índice do Custo de Vida, fica mais fácil entender a importância desses dados e como eles se aplicam à vida pessoal.

Saber calcular o seu custo de vida é mais que uma questão de controle e mapeamento de gastos. A organização do orçamento auxilia na definição de prioridades e na comparação dentro do próprio universo de despesas de cada indivíduo ou grupo familiar.

Portanto, para calcular o seu custo de vida, é preciso entender dois conceitos:

Gastos fixos

São aqueles que não se alteram e devem ser pagos mensalmente. 

Entre eles, podemos mencionar as despesas com aluguel, as mensalidades escolares, as contas de planos de celulares pré-pagos e os impostos como IPVA e IPTU.

Gastos variáveis

Aqui, considera-se aquelas despesas que tendem a sofrer variação de valores todos os meses. 

Nesse sentido, é possível separar esses gastos em dois setores:

  • gastos fixos variáveis, que são as compras no supermercado, contas de água e de luz e faturas do cartão de crédito’
  • gastos variáveis, que são os valores deixados em viagens, passeios, consertos no carro ou na casa, entre outros.

Assim, o cálculo do custo de vida fica da seguinte forma: 

Custo de vida = gastos fixos + gastos variáveis

Ou seja, ao fazer a soma dos gastos fixos com os gastos variáveis, é possível ter noção do seu custo de vida.

Por fim, a relação do custo de vida individual ou familiar com os dados levantados pelo Índice do Custo de Vida de uma determinada região resulta em uma ferramenta de análise para a tomada de decisões importantes como uma mudança de cidade, uma viagem e, até mesmo, uma transição de carreira.

Imagem: Freepik (rawpixel.com)

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