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SUS: saiba quais são as vacinas oferecidas pela rede pública

Confira quais são as vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibilizadas gratuitamente no Brasil por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

16 de novembro de 2021 - Atualizado 15/02/2022

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo e abrange tanto ações quanto serviços de saúde.

Vale destacar que por meio dele, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) expandiu sua atuação, fazendo com que as vacinas chegassem de forma eficiente a todas as pessoas, inclusive em locais de difícil acesso. 

Veja a seguir quais são os imunizantes oferecidos de maneira gratuita nos postos de saúde do SUS e saiba qual a importância da vacinação.

O que são vacinas?

A vacina é uma substância fabricada com microrganismos que protege o organismo contra determinadas doenças infectocontagiosas.

Algum tempo depois de ser aplicada em uma pessoa, a vacina estimula seu sistema imunológico a reconhecer o microrganismo como uma ameaça e a criar uma espécie de “memória”, produzindo anticorpos contra ele.

Assim, quando essa pessoa entrar em contato novamente com o mesmo vírus ou bactéria, seu corpo já “sabe” qual é a natureza desse invasor e como combatê-lo, evitando a instalação da doença. Logo, pode-se afirmar que a pessoa está imunizada.

Como as vacinas funcionam?

Antes de mais nada, é importante frisar que as vacinas são feitas com vírus e bactérias causadores de doenças, porém, elas não provocam uma infecção ao serem introduzidas no organismo.

Tal constatação se deve ao fato de que ao invés de utilizar os microrganismos da forma como eles existem no ambiente, as vacinas são fabricadas com vírus e bactérias modificados em laboratório.

Isso posto, são empregados nas vacinas agentes patógenos que estão mortos ou que foram enfraquecidos previamente. Portanto, são incapazes de provocar doenças!

Cabe ressaltar que também podem ser utilizadas apenas as toxinas ou algumas proteínas derivadas desses microrganismos.

Ademais, atualmente existem vacinas sintéticas, que são produzidas com substâncias cuja estrutura é semelhante à dos patógenos.

Nesses casos, a partícula utilizada estimula a produção de anticorpos pelas células de defesa e cria a chamada “memória imunológica”.

Ou seja, a proteção que as vacinas geram decorre da capacidade que lhes é atribuída de induzir nosso sistema de defesa a produzir imunidade, seja por meio da ação de células ou de anticorpos específicos.

Quais são as vacinas oferecidas pelo SUS?

Confira a seguir quais são as vacinas oferecidas gratuitamente pela rede pública de saúde no Calendário Nacional de Vacinação brasileiro:

  • BCG – protege contra formas graves de tuberculose, meníngea e miliar;
  • Hepatite B – imuniza contra a hepatite B. É composta por antígeno recombinante de superfície do vírus purificado;
  • DTP+Hib+HB (Penta) – utilizada no combate à difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza B e hepatite B;
  • Poliomielite 1,2,3 (VIP – inativada) – é composta pelo vírus inativado tipos 1, 2, e 3 no combate à poliomielite;
  • Poliomielite Oral (VOP) – uma vacina oral atenuada bivalente, ou seja, composta pelos vírus da pólio tipos 1 e 3;
  • Rotavírus humano G1P1 (VRH) – protege contra a diarréia causada pelo rotavírus;
  • Pneumocócica 10 valente – administrada no combate à pneumonias, meningites, otites e sinusites;
  • Meningocócica C – protege contra a meningite meningocócica tipo C;
  • Febre Amarela (Atenuada) – protege contra a febre amarela;
  • Tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola;
  • Tetra viral – sarampo, caxumba e rubéola e varicela;
  • DTP – protege contra a difteria, tétano e a coqueluche;
  • Hepatite A (HA) – combate a doença de mesmo nome é um antígeno do vírus da hepatite A, inativada;
  •  dT – contra a difteria e tétano;
  • Meningocócica ACWY – previne as meningites e as doenças meningocócicas causadas pela bactéria meningococo dos sorogrupos A C, W e Y;
  • HPV – quadrivalente, combate o Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante);
  • dTpa – previne difteria, tétano e coqueluche;
  • Influenza – combate o vírus influenza;
  • Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23) – é indicada no combate à meningites bacterianas, pneumonias, sinusite, entre outras;
  • Comirnaty (Pfizer/Wyeth), Coronavac (Butantan), Janssen Vaccine (Janssen-Cilag) e Oxford/Covishield (Fiocruz e Astrazeneca) – imunizam a pessoa contra a covid-19.

As vacinas são seguras?

Sim! As vacinas são seguras e seus benefícios superam os riscos ou os efeitos colaterais como febre baixa e dor local. 

Por outro lado, as doenças preveníveis por meio de vacinas causam lesões graves no nosso organismo e podem até resultar em morte.

Vale lembrar que para que uma vacina seja licenciada, ela é rigorosamente testada em várias fases antes de ser aprovada para uso. 

Além disso, os cientistas também monitoram constantemente as informações de diversas fontes, no intuito de identificar qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.

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Como as vacinas são testadas?

As vacinas experimentais são, antes de mais nada, submetidas a testes laboratoriais para avaliar a sua segurança e a sua eficácia para prevenir doenças.

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De acordo com especialistas, manter a imunização da maior parcela populacional é a melhor forma de prevenir surtos e a proliferação de doenças contagiosas.

Por conseguinte, são realizados ensaios clínicos humanos, que são constituídos, geralmente, por três fases. São elas:

Fase 1

É o primeiro estudo a ser realizado em seres humanos e tem por objetivo principal demonstrar a segurança da vacina. 

Nessa etapa, serão avaliadas a segurança, efeitos colaterais, dosagem apropriada, método de administração em pequenos grupos e a composição da vacina.

Fase 2

Tem por objetivo estabelecer a sua imunogenicidade. 

Os testes de imunogenicidade servem para avaliar a capacidade da vacina de estimular a produção de anticorpos no organismo das pessoas vacinadas durante o estudo, além de verificar por quanto tempo esses anticorpos permanecem ativos. 

Ao contrário da primeira fase, essa etapa é administrada em centenas de pessoas. Além disso, esse grupo deve ter as mesmas características que as pessoas para as quais a vacina se destina. 

Fase 3

A vacina é geralmente administrada a milhares de pessoas para ajudar a comprovar que ela é segura e eficaz para ser utilizada amplamente. 

Trata-se da última fase de estudo antes da obtenção do registro sanitário e tem por objetivo demonstrar a sua eficácia. 

Somente após a finalização do estudo de fase III e obtenção do registro sanitário é que a nova vacina poderá ser disponibilizada para a população.

Então, ao final das fases de teste, a vacina é disponibilizada para a população.

As vacinas provocam reações?

Após receberem as vacinas, as pessoas podem sentir algumas reações que são esperadas como febre, cansaço, dor e vermelhidão local. Isso ocorre pois a vacina está estimulando a produção dos anticorpos e a defesa do nosso organismo.

Contudo, apesar de serem incômodas, essas reações adversas geralmente são transitórias e não fazem mal.

Qual a importância de se vacinar?

Em suma, a importância da vacina está no fato de que ela oferece proteção contra doenças infecciosas que vitimaram populações inteiras em outras épocas.

É importante ressaltar que a vacinação elimina ou reduz drasticamente o risco de adoecimento ou de manifestações graves de doenças que podem levar à internação e até mesmo, ao óbito. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação evita de dois a três milhões de mortes por ano.

Logo, ela é tão importante para a saúde quanto o consumo de uma alimentação saudável e a prática de atividade física.

Nessa via, o Ministério da Saúde reforça, continuamente, que a imunização é de extrema importância para evitar óbitos e sequelas causadas por doenças imunopreveníveis como surdez, cegueira, paralisia e problemas neurológicos. 

Vale lembrar, que as vacinas estão entre os produtos farmacêuticos mais seguros que existem.

Enfim, a vacinação é um procedimento que vai muito além da proteção individual, uma vez que trata-se de uma ação coletiva que visa a proteção de toda a sociedade.

Manter a sua situação vacinal atualizada é a forma mais eficaz e segura de se adquirir proteção contra uma doença infecciosa e proteger a você mesmo e aqueles que vivem ao seu redor.

Imagens do texto: Freepik (freepik)

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