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Tratamento para 20 tipos de tumores, Vitrakvi® é aprovado no Brasil

27 de fevereiro de 2020

Baseado em uma alteração molecular comum a vários tipos de câncer, o Vitrakvi® é a primeira medicação capaz de combater tumores em diferentes localizações do corpo.

Lançado em outubro de 2019 pelo laboratório Bayer, o Vitrakvi® (Larotrectinibe) é o primeiro tratamento com conceito de tumor agnóstico aprovado pela ANVISA, e atua como um inibidor seletivo em tumores sólidos.

Ou seja, o Vitrakvi® age conforme uma mutação conhecida como fusão do gene NTRK, o que possibilita o seu uso para tratar tumores que apresentem essa característica independentemente do local de origem da doença.

A medicação atua no organismo controlando a doença e reduzindo o tamanho do tumor, ações que refletem diretamente nos resultados do tratamento, aumentando a sobrevida do paciente.

Além de não possuir restrição de idade, o uso do medicamento apresenta efeitos colaterais muito menores e é bem menos tóxico que o tratamento quimioterápico, podendo estabilizar alguns dos casos mais agressivos de câncer com até 79% de sucesso.

A aprovação de Larotrectinibe no Brasil protagoniza o início de um novo processo na oncologia e na medicina de precisão nacional, trazendo consigo uma nova perspectiva no tratamento do câncer.

O custo de tratamentos como o Vitrakvi®

Apesar dos avanços nas pesquisas sobre o tema, o tratamento ainda exige um poder financeiro alheio ao de muitos dos pacientes que precisam dele.

Além de procedimentos convencionais como a quimioterapia e a radioterapia, são prescritos medicamentos que em maioria são de alto custo, podendo chegar até R$40 mil reais por caixa.

Pesquisas feitas em 2018 indicam que à nível global 1 em cada 6 mortes resulta do câncer. Dados também apontam que aproximadamente 70% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda, o que tem relação direta com o alto custo do tratamento.

Cobertura de medicamentos de alto custo pelo plano de saúde

Em muitos casos, os planos de saúde têm feito a negativa da cobertura da medicação de alto custo sob justificativas que alegam que os tratamentos não constam no rol da ANS ou estão em caráter experimental.

Havendo prescrição ou indicação que justifique o uso da medicação, o plano de saúde é obrigado a fornecer a cobertura deste medicamento, mesmo que de alto custo, devendo providenciar inclusive a administração em caso de tratamento domiciliar

Os tribunais têm entendido que a recusa do fornecimento da medicação de alto custo é considerada uma prática abusiva. Neste caso, recomenda-se que o paciente busque a orientação de um advogado especializado em Direito à Saúde e Direitos do Consumidor.

A Rosenbaum Advogados conta com profissionais experientes na área que disponibilizam seus serviços para te ajudar. Para mais informações, relate o seu caso por meio do formulário no site, WhatsApp ou pelo telefone (11) 3181-5581.

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