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Tire as dúvidas sobre as vacinas contra a covid-19

12 de março de 2021

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Entenda quais são as vacinas contra a covid-19 que já estão disponíveis em nosso país, como elas funcionam e tire as dúvidas sobre essa forma de imunização.

Neste ano, assim como no ano passado, o mundo continua enfrentando as mazelas causadas pela pandemia do novo coronavírus. E o Brasil está passando pelo pior período já visto.

Diante disso, o governo está se mobilizando junto à sociedade civil para impor medidas de restrição que têm como objetivo frear a transmissão e diminuir o número de mortes.

Paralelo a isso, o desenvolvimento em tempo recorde de diversas vacinas representa uma “luz no fim do túnel”, uma vez que, quanto mais pessoas estiverem imunizadas, mais protegidas estarão todas as outras que as rodeiam.

O Brasil também já começou a vacinar a população.  Mas afinal, quais são as vacinas que já estão disponíveis, como funcionam, o quão eficazes elas são? Fique por dentro.

Como funcionam as vacinas contra a covid-19?

O corpo humano possui um eficiente sistema imunológico que reage toda vez que somos atacados por um vírus, como a covid-19, ou mesmo por alguma bactéria.

Porém, nem sempre essa reação consegue por si só eliminar esse agente agressor e, por isso, acabamos adoecendo.

Nesse sentido, as vacinas contra a covid-19 são nossas grandes aliadas. Elas são obtidas a partir de partículas enfraquecidas ou inativadas do próprio vírus e, ao serem aplicadas no corpo, se passam por agentes infecciosos, estimulando a produção de anticorpos específicos e “ensinando” o corpo a se defender.

Daí, quando somos atacados, a defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico, limitando ou, até mesmo, eliminando a doença.

Quais são os tipos de vacinas existentes?

  • vacinas com o vírus inativado – têm como base um vírus que passou por um tratamento químico que o torna incapaz de se replicar, como a CoronaVac do Instituto Butantan;
  • vacinas com vetor viral não replicante – estratégia ainda inédita em seres humanos, utiliza um adenovírus inofensivo como meio de transporte para uma proteína do Sars-CoV-2, a espícula S, que o coronavírus usa para invadir as células humanas. O contato com o adenovírus permite uma resposta do organismo contra essa proteína. Esse é o caso da Covishield da AstraZeneca/Universidade de Oxford;
  • vacinas com RNA mensageiro ou mRNA:  trata-se de uma nova tecnologia, na qual o mRNA leva a mensagem do gene da proteína “S” do Sars-CoV-2 para as células, ativando a resposta imune do nosso corpo, como a vacina da Pfizer/BioNTech.

As vacinas contra a covid-19 são seguras e eficazes?

O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade. Passam por diferentes fases de estudo onde são submetidas a ensaios clínicos rigorosos, antes de serem aprovadas para uso na população.

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Todas as vacinas disponibilizadas oficialmente pelo governo brasileiro são seguras.

Sendo assim, esse procedimento visa garantir a segurança, avaliando se a vacina provocará eventos adversos após sua aplicação, e a eficácia, que significa apontar a capacidade de resposta imune ao público-alvo a que se destina.

Todos esses estudos são realizados antes do registro e aprovação das vacinas contra a covid-19 pelos órgãos regulatórios de um país, que no Brasil, é a Anvisa.

Quais as vacinas disponíveis no Brasil?

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso emergencial da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório SinoVac em parceria com o Instituto Butantan, e da vacina da Universidade de Oxford, denominada Covishield e desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz.

Até o momento, essas são as únicas vacinas que foram liberadas. Todavia, existem outras que o governo brasileiro pretende usar. Dentre elas, a Comirnaty feita pelo laboratório americano Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech e a Covaxin produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

No dia 23 de fevereiro, o imunizante desenvolvido pela Pfizer teve o registro definitivo aprovado pela Anvisa, sendo o primeiro e único no país. O Governo Federal anunciou no dia 8 de março, que 14 milhões de doses da vacina da farmacêutica contra a covid-19 devem chegar ao país em maio e junho.

Quanto a Covaxin, o Ministério da Saúde anunciou recentemente a compra de 20 milhões de doses, e que as primeiras 8 milhões estão previstas para chegar em março.

Qual é a diferença entre elas?

Todas as vacinas disponibilizadas pelo Governo Federal são seguras, porém, possuem características diferentes:

  • CoronaVac do Butantan – é feita com o vírus inativado e a eficácia é de 50,38%;
  • Covishield da Oxford/AstraZeneca/Fiocruz – é feita com vetor viral não replicante e tem eficácia de 70%;
  • Comirnaty da Pfizer/BioNTech – utiliza a tecnologia chamada de mRNA ou RNA-mensageiro e possui 95% de eficácia;
  • Covaxin (BBV152) da Bharat Biotech – com versões inativadas do Sars-CoV-2, possui tecnologia semelhante à utilizada pela CoronaVac. De acordo com o fabricante, a vacina demonstrou 81% de eficácia na análise preliminar da fase 3 do estudo.

Qual vacina tomar?

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que é associada à Organização Mundial da Saúde (OMS), incentiva as pessoas a tomarem qualquer vacina contra a covid-19 que lhes seja oferecida pela autoridade nacional de saúde, assim que chegar sua vez na fila.

Quais são os grupos prioritários a serem vacinados contra a covid-19?

Nesse momento, o grupo prioritário é composto pelos trabalhadores de saúde, os indígenas, os quilombolas e os idosos. As pessoas que se enquadram nessas classificações serão as primeiras a serem vacinadas.

Quem não pode tomar as vacinas contra a covid-19?

Conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, no Brasil, as contraindicações para vacinação são para:

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Neste primeiro momento, nem todos podem tomar a vacina.
  • menores de 18 anos de idade;
  • gestantes;
  • pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina contra covid-19;
  • pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da(s) vacina(s).

As novas variantes do SARS-CoV-2 estão cobertas pelas vacinas? 

Pelo que a sociedade científica vem divulgando até o momento, provavelmente sim, pois não deve ocorrer interferência da resposta vacinal com estas novas variantes que circulam. No entanto, de acordo com o portal oficial da OMS, é preciso uma vigilância epidemiológica constante para detectar novas mutações e realizar uma adequada avaliação.

Caso a vacina seja feita em duas doses, a segunda dose precisa ser do mesmo fabricante?

Sim. Segundo as recomendações da OMS, a segunda dose deve ser do mesmo fabricante, tendo em vista que ainda não foram avaliados os efeitos da combinação de diferentes tipos, em termos de segurança.

Nesse sentido, o nosso Ministério da Saúde recomenda que todos os brasileiros baixem o app Conecte SUS. Nele, o cidadão pode acessar o histórico de vacinação que inclui informações como o lote e a fabricante da vacina que foi aplicada.

A vacina é realmente a melhor alternativa entre as vacinas contra a covid-19?

Sim, pois somente ela é capaz de interromper a circulação do vírus de forma controlada e sustentada por meio da vacinação em massa. Afinal, é a vacina que torna impossível que o Sars-CoV-2 encontre hospedeiros, reduzindo o número de infectados.

As clínicas particulares e planos de saúde irão vacinar contra COVID-19?

Por enquanto não, tendo em vista que o plano do Ministério da Saúde prevê que os primeiros a receber as vacinas deverão ser imunizados nos municípios onde vivem/trabalham, sob a coordenação de cada gestor de saúde municipal.

Depois de ser vacinado, posso abandonar as medidas de prevenção?

Não. Será necessário que continuemos usando máscara, praticando o distanciamento social e lavando as mãos com frequência.

Para impedir a propagação do vírus e atingir a imunidade de rebanho, ainda levará um tempo. Estima-se que seja necessário mais de dois terços da população vacinada para que a imunidade coletiva seja alcançada.

Por isso, é importante estar atento às novas informações sobre a pandemia e manter os protocolos de segurança e prevenção contra a covid-19.

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