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Problemas com bagagem afetam 6,3 milhões de passageiros

Conheça os principais problemas com bagagem relatados por passageiros e saiba o que fazer nessas situações.

26 de janeiro de 2022 - Atualizado 26/01/2022

Não é incomum ver reclamações de passageiros referentes a problemas com bagagem. De acordo com o relatório Baggage IT Insights 2021, da empresa Sita, a cada mil passageiros, 3,5 relatam algum transtorno envolvendo transporte de malas.

Essas situações podem ser muito prejudiciais, afinal, os passageiros ficam privados de seus bens pessoais. Além disso, mesmo com o respaldo da companhia aérea, muitos consumidores não conseguem recuperar o que foi perdido ou danificado.

Por isso, empresas e aeroportos têm desenvolvido novas tecnologias e medidas para diminuir o número de problemas com bagagem. Contudo, esses transtornos não deixaram de acontecer e, quando eles surgem, o passageiro tem seus direitos violados.

Confira neste post que tipos de problemas com bagagem o passageiro costuma enfrentar e saiba o que ele deve fazer nessa situação!

Número de problemas com o transporte de bagagem

De acordo com o relatório mais atual da Sita, em 2019, 5.6 em cada 1000 passageiros registrou um problema com sua bagagem, no ano seguinte os transtornos afetaram apenas 3.5 em cada 1000 viajantes. Mas não se pode descartar a pandemia e a diminuição drástica no número de viagens.

O mesmo relatório mostra que, no ano de 2007, o número de problemas com bagagem era 87% maior, somando 46.9 milhões de casos. Em 2020, o número de registros alcançou a marca de 6.3 milhões.

Quais os problemas com bagagem mais comuns?

As queixas mais recorrentes dos passageiros aéreos em relação às bagagens são:

  • extravio de bagagem;
  • atraso na entrega da mala;
  • perda de bagagem pela companhia aérea;
  • mala danificada;
  • bagagem roubada/violada.

Segundo os dados coletados, do número total de problemas, 69% representa casos de atraso na entrega, 27% representa casos de dano ou violação da mala e 4% representa casos de perda ou furto da bagagem.

O relatório também mostra os principais motivos dos problemas com bagagem. São esses:

  • problemas com transporte da mala (37%);
  • bagagem não embarcada no avião (20%);
  • troca de mala ou ou falha de segurança (19%);
  • restrição no transporte por problemas no aeroporto, condições climáticas desfavoráveis ou excesso de peso (10%);
  • erro na identificação da bagagem (6%);
  • falha no carregamento(4%).

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Digitalização dos processos

Com a pandemia de covid-19, companhias aéreas e aeroportos passaram a investir na digitalização dos processos de embarque de bagagens a fim de reduzir o contato entre pessoas, promovendo o distanciamento social.

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As mudanças elaboradas na pandemia devem melhorar a experiência do passageiro.

Os dados demonstrados no Baggage IT Insights 2021 mostram que 79% dos aeroportos e 74% das transportadoras estão priorizando opções de etiquetagem de bagagem sem toque, através de quiosques e até mesmo dos próprios smartphones dos passageiros.

Também estão sendo estudadas alternativas para que seja possível despachar bagagens sem assistência de funcionários do aeroporto.

Além disso, devem ser desenvolvidas ferramentas que permitam o registro de problemas com bagagem e o acompanhamento da situação através da internet.

De acordo com o Baggage IT Insights 2021, espera-se que as medidas sejam implementadas a partir do ano de 2023.

É importante ressaltar que, embora a pandemia esteja por trás dessas iniciativas, as transportadoras alegam que a implementação dessas tecnologias deve otimizar o transporte de bagagens.

Segundo a análise da própria Sita, transportadoras em aeroportos devem utilizar essa oportunidade para repensar a experiência de viagem do passageiro, buscando maneiras de oferecer mais flexibilidade e alternativas ao cliente.

Direitos do passageiro diante de problemas com bagagem

Problemas com bagagem podem resultar em uma baita dor de cabeça para o consumidor e, embora os aeroportos e a tecnologia estejam melhorando para evitar isso, eles ainda acontecem com frequência.

Nesse sentido, é importante relembrar que esses transtornos são uma violação dos direitos do passageiro. Por isso, o consumidor deve estar familiarizado com seus direitos nessa situação.

Essas garantias são previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e podem variar conforme as circunstâncias em que o transtorno ocorre. Entenda:

Extravio durante o voo de ida

Quando o passageiro está fora de seu local de residência, o prejuízo é considerado maior. Por isso, o consumidor tem direito a receber:

  • assistência emergencial para repor itens essenciais;
  • informação sobre o processo de busca pela bagagem;
  • a devolução de sua bagagem com todos os seus pertences em sua localização de preferência dentro do prazo estipulado.

Extravio durante o voo de retorno

Esses casos são considerados menos danosos, pois o passageiro está em seu local de residência. Por isso, o consumidor tem direito a receber:

  • informação sobre o processo de busca pela bagagem;
  • a devolução de sua bagagem com todos os seus pertences em sua localização de preferência dentro do prazo estipulado.

Caso tenha seus direitos violados, o passageiro pode ajuizar uma ação com o pedido de indenização por danos morais e/ou materiais, através de um advogado especializado em Direitos do Passageiro Aéreo e Direitos do Consumidor.

O Escritório Rosenbaum Advogados tem vasta experiência no setor de Direitos do Passageiro Aéreo e Direitos do Consumidor. O contato pode ser feito através do formulário no site, WhatsApp ou pelo telefone (11) 3181-5581. O envio de documentos é totalmente digital.

Imagens do texto: Freepik (freepik)

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