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Fraudes bancárias: saiba como se defender

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Redação

novembro 12, 2023

Em um mundo cada vez mais digitalizado, em que o acesso às instituições financeiras ocorre majoritariamente online, o risco de fraudes bancárias envolvendo falhas de segurança e vazamento de dados tornou-se uma preocupação crescente para cidadãos e empresas no Brasil. 

Dados oficiais do Banco Central revelam que, em 2020, foram registradas mais de 1,5 milhão de reclamações relacionadas a fraudes bancárias, um aumento de 40% em relação ao ano anterior. 

Além disso, um levantamento feito pela Serasa Experian mostrou que, em maio de 2021, um total de 331,2 mil brasileiros foram vítimas de algum tipo de fraude bancária.

Vale ressaltar que tais estatísticas alarmantes são apenas a ponta do iceberg, refletindo a necessidade urgente de compreendermos o tema e saber que medidas adotar para se proteger.

Confira o que fazer se você for vítima de uma fraude bancária e compreenda quais são os seus direitos e recursos disponíveis como consumidor.

O que são fraudes bancárias?

As fraudes bancárias são atividades ilícitas em que indivíduos ou grupos tentam enganar instituições financeiras, clientes bancários ou terceiros para obter vantagens financeiras de forma desonesta.

Essas fraudes podem envolver vazamento de dados e a obtenção de informações confidenciais, como senhas, números de conta, cartões de crédito e a realização de transações não autorizadas.  

É importante destacar que os criminosos por trás das fraudes bancárias costumam se aproveitar de vulnerabilidades no sistema, confiança dos indivíduos ou falhas de segurança nas instituições financeiras. 

Quais são os principais tipos de fraudes bancárias?

Existem diversos tipos de fraudes bancárias e os criminosos continuamente desenvolvem novas táticas para enganar as vítimas, entre elas:

  • phishing – os fraudadores enviam e-mails ou mensagens de texto falsas, que parecem ser de instituições financeiras legítimas, para enganar as vítimas a divulgar informações confidenciais, como senhas, números de conta e cartões de crédito;
  • clonagem de cartões – criminosos copiam informações de cartões de crédito ou débito e usam esses dados para fazer compras não autorizadas. Isso geralmente ocorre quando um dispositivo de leitura de cartão é manipulado em caixas eletrônicos ou terminais de pagamento;
  • invasão de contas online – hackers obtêm acesso às contas online dos clientes, realizando transações fraudulentas, alterando senhas ou roubando informações sensíveis. Isso pode acontecer devido a senhas fracas, malware ou técnicas de engenharia social;
  • vazamento de dados – quando ocorre uma violação de dados em uma instituição financeira informações confidenciais dos clientes podem ser expostas, aumentando a chance de fraudes;
  • roubo de identidade – os criminosos usam informações pessoais roubadas para abrir contas bancárias, solicitar empréstimos ou realizar outras atividades fraudulentas em nome da vítima;
  • golpes por telefone – fraudadores telefonam para as vítimas fingindo ser representantes de instituições financeiras ou órgãos governamentais e solicitam informações pessoais ou realizam solicitações financeiras fraudulentas;
  • falsificação de cheques – os criminosos falsificam cheques para sacar fundos da conta de outra pessoa ou empresa;
  • fraudes de transferência de dinheiro – os fraudadores convencem as vítimas a transferir dinheiro para contas controladas por eles, muitas vezes com histórias convincentes, como golpes românticos ou de caridade;
  • fraudes em investimentos – algumas fraudes bancárias envolvem esquemas de investimento fraudulentos, nos quais os investidores são levados a acreditar que estão fazendo investimentos lucrativos, mas, na verdade, estão perdendo dinheiro;
  • ransomware financeiro – o Ransomware é um malware que se infiltra no sistema com o objetivo de furtar informações. Por meio dessa tática, hackers podem criptografar os dados de uma instituição financeira ou cliente e exigir pagamento para restaurá-los.

Quais são as vítimas mais comuns de fraudes bancárias?

Antes de mais nada, vale acentuar que qualquer pessoa que possua uma conta em banco pode ser vítima de uma fraude financeira, além de investidores e outros indivíduos que operacionalizam, de alguma maneira, transações financeiras.

No entanto, existem grupos que geralmente são mais visados devido à vulnerabilidade percebida pelos fraudadores. 

As principais vítimas geralmente são os idosos, uma vez que são mais vulneráveis e possuem, muitas vezes, menos afinidade com as tecnologias. 

Além disso, os consumidores de produtos e serviços on-line também são alvos de fraudes, uma vez que o número de seus cartões de crédito são frequentemente expostos na internet. 

Como ocorrem as fraudes bancárias?  

As fraudes bancárias ocorrem devido a uma combinação de fatores, sendo as principais falhas de segurança e vazamento de dados. 

As instituições financeiras e empresas nem sempre implementam medidas de segurança adequadas para proteger as informações de seus clientes. Isso pode incluir sistemas de autenticação fracos, falta de criptografia eficaz e falhas na detecção de atividades suspeitas.

Já as violações de dados ocorrem quando as informações pessoais e financeiras dos clientes são expostas devido a falhas de segurança das empresas.

É importante ressaltar que os fraudadores são altamente especializados em técnicas de hacking e evitam a detecção. Eles estão constantemente inovando e desenvolvendo novas maneiras de burlar sistemas de segurança.

Esses problemas ressaltam a importância de medidas de segurança robustas e práticas de proteção de dados para prevenir fraudes bancárias.

Como se proteger desse tipo de fraudes?

Para se proteger de fraudes bancárias, é fundamental adotar medidas de segurança sólidas. Entre elas:

  • mantenha senhas fortes – use senhas complexas e exclusivas para suas contas bancárias e serviços online. Evite informações pessoais óbvias e atualize suas senhas regularmente;
  • ative a autenticação em duas etapas (2fa) – sempre que possível, ative a autenticação em duas etapas para adicionar uma camada extra de segurança;
  • verifique a legitimidade de mensagens – esteja atento a e-mails, mensagens ou chamadas suspeitas. Nunca compartilhe informações pessoais em resposta a comunicações não solicitadas;
  • monitore suas contas – revise seus extratos bancários regularmente para detectar atividades não autorizadas e use aplicativos móveis para monitoramento em tempo real;
  • proteja seus dispositivos – mantenha seus dispositivos atualizados com correções de segurança e utilize software antivírus confiável. Evite redes Wi-Fi públicas não seguras;
  • informe-se continuamente – esteja ciente das táticas de fraude mais recentes e das ameaças em evolução, mantendo-se informado e educado sobre práticas de segurança.

Adotar essas medidas pode ajudar a reduzir significativamente o risco de se tornar uma vítima de fraude bancária e proteger suas informações financeiras. 

O que fazer se você for vítima de um golpe bancário?

Se você for vítima de uma fraude bancária, é essencial agir rapidamente para minimizar os danos e proteger seus direitos. Logo, você deve seguir o seguinte passo a passo:

  1. Entre em contato com o banco

    A primeira ação imediata é entrar em contato com seu banco ou instituição financeira. Notifique-os sobre a fraude, informando o que aconteceu. Eles poderão bloquear seu cartão, conta ou tomar medidas para proteger suas finanças.
    Caso não obtenha uma resolução satisfatória com o atendimento ao cliente, é possível entrar em contato com a ouvidoria da instituição financeira para uma revisão da situação.
    Se o contato direto com o banco não resultar em uma resolução satisfatória, é recomendado que você faça uma reclamação no Reclame AQUI relatando todo o ocorrido.

  2. Registre um Boletim de Ocorrência

    Registre um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais. Isso é importante para documentar legalmente o incidente e pode ser necessário para o processo de reembolso ou para contestar transações fraudulentas.

  3. Notifique órgãos de proteção ao crédito

    Informe as agências de crédito, como o Serasa e o SPC, sobre a fraude, para que possam tomar medidas para proteger sua pontuação de crédito e impedir que novas contas sejam abertas em seu nome. 

  4. Contate órgãos reguladores

    Se você acredita que a instituição financeira não está agindo adequadamente ou cumprindo suas obrigações legais, entre em contato com órgãos reguladores, como o Banco Central do Brasil ou a Comissão de Defesa do Consumidor (Procon).

Imagem em destaque: Freepik (freepik)

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