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Coronavírus: os riscos de se interromper o tratamento para câncer durante a pandemia

18 de maio de 2020

De acordo com relatórios de hospitais, o número de pacientes oncológicos reduziu durante a pandemia. A queda é observada tanto na quantidade de diagnósticos quanto na de tratamentos em andamento.

De acordo com relatórios de hospitais, o número de pacientes oncológicos reduziu durante a pandemia de Coronavírus. A queda pode ser observada tanto na quantidade de diagnósticos quanto na de pacientes em tratamento.

Estima-se que, no Brasil, 50 mil pessoas deixaram de ser diagnosticadas com câncer e que 70% das cirurgias relacionadas à doença tenham sido adiadas.

Além disso, ainda de acordo com as Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgias Oncológicas, muitos dos pacientes com câncer suspenderam seus tratamentos.

Levantamentos feitos pelo hospital AC Camargo apontam que a referida diminuição se dá devido aos pacientes estarem com receio de comparecer às consultas e procedimentos em função do risco de contaminação por Covid-19.

No entanto, especialistas reforçam que é importante dar continuidade ao tratamento e que os hospitais devem estar preparados para atender pacientes oncológicos durante a pandemia de Coronavírus, seguindo todos os protocolos de proteção para evitar o contágio.

Os riscos de interromper o tratamento oncológico durante a pandemia de Coronavírus por conta própria

No início da quarentena, a ANS recomendou que consultas e procedimentos que não fossem relacionados à Covid-19 fossem adiados. A medida visava a liberação de leitos hospitalares e a redução no número de infectados.

No entanto, especialistas reforçam que pacientes cardíacos, diabéticos e oncológicos devem dar continuidade a seus tratamentos. Apesar de serem grupos vulneráveis, a interrupção do acompanhamento médico pode trazer diversas consequências para esses pacientes.

Para pacientes oncológicos, atrasos no diagnóstico e tratamento afetam diretamente a taxa de cura, que pode vir a ser reduzida em função desta demora. A manifestação da doença é diferente para cada paciente e, por isso, é necessário acompanhamento médico.

Alguns tipos de tumores são mais agressivos que outros e afetam de formas diferentes o sistema imunológico dos pacientes. Dessa forma, é importante buscar tratamento prontamente para analisar o caso.

De acordo com especialistas, dependendo do tipo de câncer e do estágio da doença, o risco de falecimento ao se abandonar o tratamento é maior do que o por infecção pelo Covid 19.

Apesar de serem muitos os obstáculos impostos pela pandemia, o tratamento oncológico é considerado de urgência. Dessa forma, é importante que o paciente tenha acesso e procure atendimento, mesmo durante a crise de Coronavírus.

Tratamento oncológico pelo plano de saúde

O tratamento para pacientes diagnosticados com câncer pode incluir sessões de quimioterapia, radioterapia e uso de medicamentos de alto custo. Para cada um desses casos, é importante que sejam respeitados os protocolos de doses e prazos.

Com o cuidado adequado, as chances de cura aumentam bastante e o paciente tem a possibilidade de uma sobrevida com qualidade. Por isso, é importante que o tratamento seja mantido.

O paciente oncológico que for beneficiário de plano de saúde deve contar com a cobertura de tratamento, mesmo durante a pandemia de Coronavírus. A recusa do seu fornecimento é considerada abusiva, visto que viola os direitos do consumidor.

Diante da negativa de cobertura do tratamento para câncer pelo plano de saúde, é recomendável buscar a orientação de advogado especializado. Dessa forma, é possível conseguir uma liminar para dar continuidade aos procedimentos e consultas.

O Escritório Rosenbaum tem vasta experiência no setor de Direitos do Consumidor e Direito à Saúde, e pode ser contatado por meio de nosso formulário no site, WhatsApp ou pelo telefone (11) 3181-5581.

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