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Diretrizes da vacinação da covid-19 em pessoas com comorbidades

04 de maio de 2021

A campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil, de acordo com dados oficiais do Governo Federal, já imunizou mais de 40 milhões de brasileiros até o momento.

No entanto, ainda há muitas pessoas para serem vacinadas e o número de casos continua alto, ultrapassando a marca de 79 mil novos infectados por dia.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde anunciou neste mês de abril que, a partir de maio, irá avançar para mais uma etapa prevista no Plano Nacional De Operacionalização Da Vacinação Contra a covid-19 (PNO).

Assim sendo, o objetivo desse próximo passo é atender e imunizar mais de 17,7 milhões de pessoas, número que representa um dos maiores grupos prioritários da ordem estabelecida pelo PNO: as pessoas com comorbidades.

Entenda o que é comorbidade e descubra quais são as que estão incluídas como prioritárias para vacinação contra a covid-19.

O que é comorbidade?

Comorbidade é a junção de duas ou mais doenças em uma mesma pessoa.

Dessa forma,  se manifesta naqueles indivíduos que possuem uma doença de base e, portanto, estão sujeitos a ter um sistema imunológico mais frágil, aumentando as possibilidades de contaminação com a covid-19.

São exemplos de comorbidades:

  • idoso com hipertensão arterial (doença de base) também diagnosticado com Alzheimer (comorbidade);
  • pessoa com obesidade (doença de base) e uma outra patologia, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, varizes, apneia do sono, entre outras.

Plano Nacional De Operacionalização Da Vacinação Contra a covid-19 (PNO)

O PNO configura uma estratégia de enfrentamento à pandemia da covid-19 no país e um plano de vacinação

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A vacinação avança mais uma fase no Brasil. | Imagem: Freepik (@photoroyalty)

O documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde, por intermédio do Programa Nacional de Imunizações do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde em parceria com:

  •  Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); 
  • Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); 
  • Sociedades Científicas; 
  • Conselhos de Classe;
  • Organização Pan-Americana da Saúde.

Por fim, é nele que estão determinadas as diretrizes relativas à campanha de vacinação contra covid-19, bem como a especificação de quais são as categorias consideradas preferenciais pelo Governo Federal e qual a ordem de atendimento destes.

Quais grupos previstos no PNO já foram vacinados até o momento?

Até o momento, 14 grupos prioritários foram contemplados. São eles: 

  • trabalhadores de Saúde;
  • idosos acima de 60 anos institucionalizados;
  • pessoas acima de 18 anos com deficiência institucionalizadas;
  • povos indígenas vivendo em terras indígenas com 18 anos ou mais atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena;
  • idosos de 90 anos e mais;
  • idosos de 85 a 89 anos;
  • idosos de 80 a 84 anos;
  • idosos de 75 a 79 anos;
  • povos e comunidades tradicionais ribeirinha;
  • povos e comunidades tradicionais quilombola;
  • idosos de 70 a 74 anos;
  • idosos de 65 a 69 anos;
  • idosos de 60 a 64 anos;
  • Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas.

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Quais são as comorbidades incluídas como prioritárias para a vacinação contra a covid-19?

As pessoas com comorbidades são o segmento prioritário logo após idosos e aqueles que estão em instituições de longa permanência, trabalhadores da saúde, povos indígenas e uma parte dos profissionais de forças de segurança.

De acordo com a pag. 27, Quadro 2, do PNO, estão listadas as seguintes condições dentro do segmento de pessoas com comorbidades:

  • qualquer tipo de diabetes;
  • pneumopatias crônicas graves;
  • hipertensão arterial resistente;
  • hipertensão arterial estágio 3;
  • hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo.
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Enfermidades preexistentes diagnosticadas com outra doença grave deixam o organismo mais fragilizado. | Imagem: Freepik (@pch.vector)

Além destas, estão incluídas também doenças cardiovasculares, como:

  • insuficiência cardíaca;
  • hipertensão pulmonar;
  • cardiopatia hipertensiva;
  • síndromes coronarianas;
  • valvopatias;
  • miocardiopatias e pericardiopatias;
  • doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
  • arritmias cardíacas;
  • cardiopatias congênitas no adulto;
  • dispositivos cardíacos implantados;
  • doença cerebrovascular;
  • doença renal crônica;
  • imunossuprimidos;
  • anemia falciforme;
  • obesidade mórbida;
  • síndrome de down;
  • cirrose hepática.

Ademais, em nota publicada em 21 de abril no portal oficial do Ministério da Saúde, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, ao se referir a vacinação das pessoas com comorbidades, comenta que “…este movimento será muito importante para proteger as pessoas que estão nesse grupo de risco e, também, para a ampliação da vacinação no Brasil”.

Quando será realizada a vacinação contra covid-19 nas pessoas com comorbidades?

O Ministério da Saúde informou, nesta sexta-feira (23), que a vacinação das pessoas com comorbidades vai começar em maio.

Porém, o calendário de vacinação é organizado por cada estado, tendo em vista que estes têm autonomia para seguir com as estratégias locais na campanha de imunização, conforme as demandas regionais, desde que sejam respeitadas as diretrizes descritas no PNO.

Não obstante, alguns já começaram a vacinar partes desse grupo, definindo os critérios que são considerados mais relevantes, já que não há vacinas suficientes para imunizar todo o grupo de uma vez.

No Estado de São Paulo, por exemplo, o novo cronograma de vacinação define que os doentes crônicos receberão a vacina a partir de 10 de maio e, nessa primeira etapa, vão ser atendidos:

  • pessoas com Síndrome de Down, de 18 a 59 anos;
  • pacientes renais, de 18 a 59 anos;
  • transplantados imunossuprimidos, de 18 a 59 anos.

Todavia, a orientação do Ministério da Saúde é para que as pessoas que têm comorbidades sejam convocadas para vacinação de acordo com a sua idade, dos mais velhos para os mais jovens. 

Assim sendo, serão vacinadas:

  • primeiramente as pessoas com faixa etária de 55 a 59 anos;
  • logo após, os indivíduos com idade entre 50 e 54 anos, e assim por diante.

Será necessário comprovar comorbidade para ser vacinado?

Sim. A recomendação do Ministério da Saúde é de que as pessoas pertencentes ao grupo das comorbidades estejam pré-cadastradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) ou em alguma unidade de saúde do SUS.

Dessa forma, será possível acessar por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) o histórico daquele paciente e comprovar a comorbidade.

Todavia, as pessoas que não possuírem essas inscrições não deixarão de ser atendidas.

Sendo assim, basta apresentar, no momento da vacinação, um documento que comprove que o paciente pertence a um destes grupos de risco como exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica.

Imagem em destaque: Freepik (@freepik)

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