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Bitcoin: descubra como funciona

26 de outubro de 2020

Entenda o que é o bitcoin e aprenda como utilizar e investir nessa criptomoeda, que mais cresceu em valor depois da pandemia de Covid-19.

No Brasil, existem diversos tipos de classes de ativos nos quais se pode investir. Há a bolsa de valores, o tesouro direto, fundos imobiliários e diversos outros fundos de investimento disponibilizados no mercado.

Entretanto, em meio a tantas opções, existe uma que se diferencia do dinheiro tradicional, por não existir fisicamente e por ser totalmente digital: a criptomoeda.

Todavia, há diversos tipos disponíveis desta moeda digital e uma delas é o bitcoin. Compreenda a seguir o que é esta tecnologia, as principais características, além de cuidados e dicas sobre compra, venda e investimento.

O que são criptomoedas?

Nada mais, nada menos que um tipo de dinheiro totalmente digital protegido por criptografia, um código complexo que não pode ser alterado.

Basicamente, é uma forma de moeda digital fundamentada em cálculos matemáticos. Essas operações codificam e decodificam dados para controlar a emissão e as transações realizadas de forma segura, anônima e ágil.

Além disso, a criptomoeda não pode ser emitida e controlada por nenhum governo, mas pode ser usada com as mesmas finalidades do dinheiro físico em si.

As três principais funções:

  • servir como meio de troca, facilitando transações comerciais; 
  • reserva de valor, para a preservação do poder de compra no futuro; 
  • unidade de conta, quando os produtos são precificados e o cálculo econômico é realizado em função dela.
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Bitcoin: uma moeda 100% digital.

O que é bitcoin e como surgiu?

Criado em 2008 durante a crise financeira global, o bitcoin surge com o objetivo de substituir o dinheiro físico tradicional. Por não necessitar de bancos para intermediar operações financeiras, os usuários da rede gerenciam as transações de maneira coletiva.

Mais tarde, tornou-se a criptomoeda mais famosa do mundo e, segundo o site oficial da comunidade, ela utiliza a tecnologia “ponto a ponto” para operar, ou seja, não necessita de um intermediário para realizar transferências de dados

Ainda de acordo com o mesmo site, o bitcoin possui o código aberto e um design público. Não existe um proprietário ou alguém que controle esta moeda. Em outras palavras, qualquer um pode participar.

Uma curiosidade é que o primeiro registro de sua existência é um documento conhecido como o White Paper do bitcoin, intitulado como Bitcoin: A Peer-to-peer Electronic Cash System, escrito pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, criador da tecnologia. No entanto, não se sabe ao certo se ele é uma pessoa ou um conjunto de pessoas.

Saiba como funciona e aprenda a usar

O bitcoin se mantém em constante desenvolvimento, mas se você pretende utilizar essa moeda, pode seguir o passo a passo abaixo.

  • Informe-se: o bitcoin é uma moeda que permite transações de formas diferentes das quais estamos acostumados em nosso dia a dia, portanto, é importante conhecer todos os detalhes possíveis. Visite sites especializados e frequente comunidades e fóruns online.
  • Escolha a sua carteira: as carteiras ou wallet são um software com chaves criptográficas que permitem, a qualquer usuário, a realização de transações com criptomoedas. Essas carteiras possibilitam enviar e receber valores de uma carteira para outra por meio de transações.
  • Comprar bitcoin: você pode comprar em sites de corretoras especializadas – existem várias empresas que fazem essa intermediação. É possível, também, conseguir essa moeda como um pagamento para serviços e regalias.
  • Onde gastar: existem diversos estabelecimentos com produtos e serviços onde o bitcoin é aceito. Você pode consultar uma lista de lojistas no site.

Informações importantes!

Para iniciar no mundo do bitcoin é fundamental compreender o significado de alguns termos que aparecem com frequência. 

Blockchain: é um livro de registro de contabilidade de acesso público no qual são registradas todas as transações realizadas.

Transação: é a transferência de valor entre carteiras bitcoin, que é incluída na Blockchain.

Mineração: é um sistema de consenso distribuído que serve para confirmar as transações e incluí-las no Blockchain. Isso ocorre a partir dos mineradores, pessoas que disponibilizam máquinas superpotentes, para processar as transações e incluí-las no Blockchain evitando fraudes. É por meio do processo de mineração que também se criam novos bitcoins.

Fique atento!

  • Assim como no mundo físico, é necessário proteger a sua carteira no universo digital, tomando cuidado com os serviços online e adotando boas práticas de como realizar constantemente o backup de sua carteira;
  • pagamentos com bitcoin são irreversíveis e só podem ser reembolsados pela pessoa que recebe os fundos;
  • não confie em transações não confirmadas, elas não são seguras;
  • bitcoin não é anônimo e todas as transações ficam armazenadas pública e permanentemente na rede, o que significa que qualquer pessoa pode ver saldo e transações de qualquer endereço;
  • existem taxas e regulamentos dos governos, já que a maioria das jurisdições ainda requerem o pagamento de impostos sobre a renda, as vendas, as despesas e os ganhos de capital em qualquer coisa que tenha valor, incluindo bitcoins. 

Como o bitcoin valoriza no mercado e porque é tão caro?

O preço do bitcoin é volátil e oscila de acordo com o valor que o mercado lhe atribui.

Por não ser uma moeda oficial com marco regulatório definido no Brasil, o bitcoin funciona mais ou menos de acordo com a lei de oferta e demanda, ou seja, quanto maior for a procura por este tipo de criptomoeda, maior será o seu valor de mercado.

Em outras palavras, quanto maior o número de usuários, maior será a sobrevalorização do ativo.

É seguro investir em bitcoin?

É possível investir no bitcoin, basicamente, de duas formas:

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Investimento em bitcoin pode oferecer riscos.

Investimento direto: o investidor pode comprar bitcoins de uma corretora de criptomoedas ou de outra pessoa, sendo que, neste caso, a transação é semelhante a uma transferência bancária usando TED ou DOC.

Investimento indireto: ocorre quando o investidor busca uma gestão profissional que realiza o intermédio na compra do bitcoin. 

De acordo com o relatório do Bank of America, o bitcoin foi um dos ativos mais rentáveis dos últimos anos. Em 2019, saltou de US$ 3.729 para US$ 7.300, representando um ganho de 96%. Em reais, a cotação da criptomoeda mais que dobrou, de R$ 14.476 para R$ 29.542.

Todavia, este tipo de moeda pode desvalorizar de maneira imprevisível em um curto espaço de tempo, tendo em vista sua oscilação no mercado.

Assim sendo, atualmente não é recomendável concentrar suas economias em bitcoins por ser um bem de alto risco. Procure converter o valor digital para a moeda local através de provedores que disponibilizam este serviço.

Halving: o fim do bitcoin!

À medida que os mineradores validam as operações, eles vão completando cada “bloco” do sistema (por isso o nome Blockchain). 

A cada bloco terminado, eles ganham como recompensa frações de novos bitcoins, sendo que, a cada 210 mil blocos, essa recompensa cai pela metade.

No documento desenvolvido por Satoshi Nakamoto, este processo é denominado como Halving.

De acordo com o artigo de Nakamoto, ficou estipulado que haverá no máximo 21 milhões de bitcoins em circulação. A expectativa é que o Halving ocorra a cada quatro anos, o que leva à conclusão de que o bitcoin deixará de ser minerado no ano de 2140.

Apesar disso, ainda estamos longe em tempo e espaço dessa data limite, e por isso, os investimentos em bitcoins ainda têm muito a crescer.

Imagens do texto: Freepik

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