Trabalhadores não estão recebendo verbas rescisórias.

Com dificuldades financeiras, empresas demitem e deixam de pagar o valor devido ao funcionário.

As ações de trabalhadores para pedir verbas para o ex-patrão são as mais solicitadas na Justiça. Um levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostrou que, em 2015, foram protocoladas 4,9 milhões de reclamações sobre as verbas rescisórias, 11,75% do total.

Para os advogados, a crise tem grande influência sobre esse número. “No escritório, as demandas trabalhistas dobraram no ano passado na comparação com 2014”, afirma Ruslan Stuchi, do escritório Stuchi Advogados.

A advogada Sandra Michailovici de Picciotto, sócia e coordenadora da área trabalhista da Rosenbaum Advogados, acredita que, devido a dificuldades financeiras, muitas empresas tiveram que cortar funcionários e não conseguiram pagar todos os valores devidos.

As verbas rescisórias que devem ser pagas em caso de demissão sem justa causa são aviso-prévio e multa de 40% sobre o Fundo de Garantia, além de 13º salários proporcionais.

Segundo o advogado Alan Balaban, do escritório BTMR Advogados, a necessidade e a demora para conseguir um novo emprego encorajam mais trabalhadores a procurar a Justiça. “Embora ainda exista o medo de que o futuro empregador saiba que ele processou o ex-patrão, em um momento de necessidade, o trabalhador passa por cima disso”, afirma.

Quem decide recorrer à Justiça, porém, tem que ficar atento ao prazo, que é de até dois anos após sair da empresa. Só serão pagas as verbas referentes aos últimos cinco anos de trabalho. (Vanessa Sarzedas)

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